domingo, 19 de abril de 2015

A MUSA CALIENTE DE SEU PEREIRA

A banda paraibana 'Seu Pereira e Coletivo 401' acrescenta um tempero latino ao repertório e apresenta influências desde Moçambique ao Caribe.


A banda 'Seu Pereira e Coletivo 401' é formada por Jonathas Pereira nos vocais e guitarras, junto com Chico Correa, Thiago Sombra no baixo, Victorama na bateria e percussões, Daniel Lima no trombone e Felipe Gomes no trompete.

A banda 'Seu Pereira e Coletivo 401' apresenta um apanhado de músicas com latinidade a flor da pele no EP 'Musa Caliente'. A primeira canção é um reggae-valsa com batida leve e picante, a bela 'Tomara que suba', seguida por 'Moçambique' onde a banda expõe as influências do sul do Senegal, dando uma levada zouk ao som da banda.

Em 'Carimbó da Penha' o 'Seu Pereira' apresenta uma mistura do forró nordestino com o carimbó paraense. Encerrando com 'Preciosismo' entre a cumbia, a salsa e o samba-rock. Lá se vai mais uma pedrada da banda 'Seu Pereira e Coletivo 401'.

2015 Seu Pereira e Musa Caliente EP

1. Tomara que suba
2. Moçambique
3. Carimbó da Penha
4. Preciosismo

domingo, 12 de abril de 2015

ASSIM CAMINHAM OS COELHOS JURÁSSICOS

Banda mineira apresenta som instrumental misturando diversos gêneros, ritmos e estilos numa perspicaz parede de sonoridades.



Depois do excelente EP 'Tupi Novo Mundo', o 'Iconili' segue com a mesma proposta de misturar todos elementos possíveis num gênero único de sons inspirados em ritmos de matriz africana, brasileiros, jazz e até roquenrou. A banda cunhou a palavra 'Iconili' para nomear o grupo – baseada na expressão em italiano “i conigli”, que significa coelhos em português.

Agora, com o disco 'Piacó', o 'Iconili' continua a surpreender os ouvintes com belos arranjos para composições épicas. A banda tem André Orandi nos teclados e órgãos, Gustavo Cunha e Rafael Mandacaru nas guitarras, William Rosa no baixo, Nara Torres e Pedro de Filippis e Rafael Nunes e Wesley Lopes nas percussões e bateria, Henrique Staino no sax tenor, Lucas Freitas no sax barítono, João Machala no Trombone e Victor Magalhães no trompete.

A canção de abertura, 'Jorge Botafogo' é um belo exemplo de afrobeat tradicional com uma parede sonora de sopros em uníssono, guitarras pontuando a marcação, a cozinha coesa e rítmica e o órgão assumindo as intervenções. Modelo que o 'Iconili' segue rigorosamente em 'Frenética' e 'Odaniô', mas com o acréscimo da influência do batuque de matriz africana, também demonstrada em 'Vinheta'.

Com climão espacial jazzístico, o 'Iconili', apresenta a balada 'Vinicius', a dançante 'EP' e a faixa-título 'Piacó', em homenagem à região da Serra da Gandarela, onde existem diversas cavernas jurássicas. Em 'Gentil' e 'Preta de Tataqui', a banda expõe as referências latinas dos ritmos dançantes da guitarrada à salsa. 'Nego Preto' representa a inclusão da “soul-music” no repertório com belos ataques de metais e climáticos solos de saxofone.

'Mr. OK' encerra o álbum, com quase a duração de todo disco anterior da banda, o 'Tupi Novo Mundo', e serve como momento de conclusão épica a toda odisséia sonora do novo disco do 'Iconili'.

2015 Piacó

1. Jorge Botafogo
2. Piacó
3. Frenética
4. Vinicius
5. Gentil
6. Preta de Tataqui
7. Vinheta
8. Odaniô
9. Nego Preto
10. EP
11. Mr. OK

domingo, 5 de abril de 2015

DE COMO O CIDADÃO INSTIGADO CRIOU UMA FORTALEZA SONORA E EXTRAPOLOU OS LIMITES MUSICAIS COM UM ALBUM MELÓDICO E INCRIVELMENTE PESADO

Com álbum em homenagem a terra natal, o 'Cidadão Instigado' apresenta obra com peso diferenciado.


O 'Cidadão Instigado' representa a segunda fase da psicodelia nordestina, misturando o legítimo rock brasileiro com climas progressivos e psicodélicos, inspirado em diversas bandas internacionais clássicas.

A banda formada por Fernando Catatau, Regis Damasceno, Dustan Gallas, Rian Batista, Clayton Martins e Yuri Kalil chegam no quarto álbum, 'Fortaleza', acrescentando um ingrediente a mais na receita do rock tupiniquim progressivo e psicodélico – o peso “hard-rock” pode ser percebido com muito mais clareza que no disco anterior, 'Uhuuu!'.

São riffs poderosos e certeiros criando uma atmosfera crua, ainda permeada pelos clássicos do rock progressivo e psicodélico – tanto que o som da banda pode facilmente ser rotulado como “prog-brega”, pelo estilo dos vocais e timbres da guitarra.

'Até que enfim' are o álbum com um climão 'Pink Floyd', mas já inclui o peso das guitarras no som do 'Cidadão Instigado' definitivamente. Porque daí pra frente o peso não arrefece mais. 'Dizem que sou louco por você' trás o que a banda faz de melhor – canções sobre psicoses e manias que se tornam crônicas urbanas sob a perspectiva do matuto nordestino – esse climão é repetido na canção seguinte, 'Os viajantes'

'Perto de mim' é uma bela balada com tradição profunda dos trovadores do nordeste e apresenta um clima intimista com o violão de Catatau, o teclado de Dustan Gallas e a harmonização de Rian Batista e Regis Damasceno, no melhor estilo ópera-rock tupiniquim com direitos a efeitos, explosões e tudo mais.

'Besouros e borboletas' começa com a mesma explosão que encerra a faixa anterior, e apesar de continuar o clima, apresenta solos enérgicos e riffs entoados em uníssono, no melhor estilo hard-rock, pra não dizer heavy metal. Em 'Ficção científica', o 'Cidadão' extrapola ao criar um climax pesado e sujo psicodélico. Em 'Fortaleza', os conterrâneos da banda apresentam um mote pesado em homenagem à cidade.

'Land of light' transporta o ouvinte ao final dos anos 70 com a ópera-rock 'The Wall' e segue o percurso temporal em 'Green card', relembrando alguns dos clássicos do 'Queen' do início dos anos 80. 'Quando a máscara cai' chega arrebentando os tímpanos com um peso surpreendente para os seguidores do 'Cidadão Instigado'.

'Dudu, Vivi, Dadá' começa como um respiro após o tamanho caos da faixa anterior, mas envolve o ouvinte com tanta destreza e o transporta para mais uma pletora de distorções e grooves enfurecidos.

'Lá lá, lá lá lá lá' é o final perfeito para o disco – uma cançãozinha-pop-da-porra, para encher estádios e ser entoada em uníssono por toda a galera. Uma ode ao ato de se cantar junto... Um verdadeiro hino!!!

2015 Fortaleza

1. Até que enfim
2. Dizem que sou louco por você
3. Os viajantes
4. Perto de mim
5. Besouros e borboletas
6. Ficção científica
7. Fortaleza
8. Land of light
9. Green card
10. Quando a máscara cai
11. Dudu Vivi Dadá
12. Lá lá lá lá lá lá

domingo, 29 de março de 2015

ALÉM DA LOA DE LUIZA LIAN E SUAS LANTEJOULAS LÚGUBRES

Cantora paulistana entrega uma estréia poderosa e arrasadora, com álbum produzido por Tim Bernardes da banda 'O Terno'.  



Luiza Lian surgiu de repente como um furacão com seu single 'Chororô' – num aperitivo do álbum completo – e logo em sequência soltou o videoclipe do segundo teaser, 'Coroa de flores', que é um legítimo samba de paulista, para entregar a estréia mais poderosa e acachapante de todos os tempos.

Brincadeiras a parte, mas esta generalização textual condiz totalmente com o disco de estréia da cantora, que chegou na internet como uma capsula do tempo cheia de fuzz e efeitos psicodélicos, tudo devidamente produzido por Tim Bernardes, da banda 'O Terno'.

O disco tem canções arrasadoras, que não passam incólume ante o mais exigente ouvinte, que pode esperar diversos ritmos e estilos. Desde o blues cheio de guitarras fuzz e o escambau como 'Ônibus lotado', 'Gula', 'Mississipi' e 'Luar', que fecha o petardo.

Mas Luiza também apresenta o balanço quente da lambada urbana em 'Falador', sem deixar de louvar os orixás com 'Protetora' e sempre se entregando ao bolero elétrico de 'Linda linda'. 'A luz da vela' parece ser uma simples balada, mas o final apoteótico cria um clima crescente e onipresente, que vai desembocar na bem humorada 'Escuta Zé', onde a cantora exerce a veia poética ao apresentar uma louvável continuação aos versos de Drummond.

Luiza mostra-se grande compositora como em 'Jardim', na qual ela cria uma balada onipotente cheia de figuras de linguagem, criando um universo mítico e todo particular. 'Me tema' é uma ode aos movimentos feministas, uma oração ao corpo feminino, um viva ao papel protagonista das mulheres, enfim, uma canção que reforça a luta das mulheres dos dias de hoje.

Luiza Lian está longe de ser ativista em qualquer movimento, que não seja musical, mas como toda artista feminina atual, ela não pode passar em branco sobre o assunto e o faz com bom humor em composição de Bárbara Malavóglia. Gê Marques compôs três canções e outras duas em parceria com Beto Bianchi – todas outras faixas são compostas pela cantora.

A banda que acompanha a cantora é formada por Tim Bernardes na guitarra e Guilherme d'Almeida (o peixe), ambos d'O Terno', Tomás de Souza no piano, teclado e sanfona e Charles Tixier na bateria e mpc, ambos do 'Charlie e os Marretas' e Juliano Abramovay, da banda 'Grand Bazaar', no violão, guitarra e viola.

Depois de tudo isso, se você não baixar é porque não gosta de “roquenrou”, mas se quiser pegar seu exemplar virtual é melhor se apressar enquanto o soundcloud permite... o álbum já foi disponibilizado no site da cantora e os links já foram atualizados... 

2015 Luiza Lian

1. Chororô
2. Me tema
3. Ônibus lotado
4. Protetora
5. Coroa de flores
6. Falador
7. Gula
8. Linda linda
9. A luz da vela
10. Escuta Zé
11. Jardim
12. Mississipi
13. Luar

domingo, 22 de março de 2015

SE RENDA AO PRESENTE DA TRUPE CHÁ DE BOLDO

Banda paulistana extrapola no desbunde e entrega um dos melhores álbuns do ano, com um balanço altamente recomendável.  


A 'Trupe Chá de Boldo' apresenta uma coleção de canções coletivas de diversos estilos e balanços, que fazem qualquer um apreciar sem moderação.

A banda tem em sua formação uma multidão de artistas – são mais de 10 cantores, instrumentistas, performáticos etc. O álbum 'Presente' abre com o petardo de Negro Leo, 'Jovem Tirano Príncipe Besta' – uma canção enigmática e potente, que pode bem representar os dias atuais.

O disco segue com delírios musicais populares como em 'Smex smov', 'Fogo fogo', 'Meu tesão é outro' e 'Cine espacial'. Mas também há espaço para as quase baladas 'Lampejo', 'Aos meus amigos', 'Moremáximo' e 'O fim é só o começo'. Sem falar na overdose de sopros em ritmo de ska de 'Amores vão', no balanço sensual de 'Diacho' e na autobiográfica 'Uma banda'.

O disco é uma gostosa obra coletiva que cativa o ouvinte na primeira audição. Impossível não ouvir mais uma vez e outra e depois mais outra... Simplesmente imperdível!!!

2015 Presente

1. Jovem Tirano Príncipe Besta
2. Meu tesão é outro
3. Diacho
4. O fim é só o começo (coração)
5. Smex smov
6. Fogo fogo
7. Cine espacial
8. Lampejo
9. Moremáximo
10. Amores vão
11. O fim é só o começo
12. Aos meus amigos
13. Uma banda

domingo, 15 de março de 2015

A MESMA TERNURA PRA PEDIR UMA SURRA TAMBÉM PEDE AFAGO

Rafael Castro lança novo disco com pegada pop e eletrônica e cria uma personagem andrógina e espetaculosa. 



Um sonho foi a partida inicial para a criação de uma pérola do cancioneiro popular brasileiro. O novo álbum de Rafael Castro, 'Um Chopp e um Sunday', leva o cantor ao universo glitter, purpurina e espalhafatoso, que é quase um revival dos anos 80.

Como um Ziggy Stardust morderno e tupiniquim, Rafael carrega na maquiagem e abusa dos saltos e botas e entrega um disco recheado de batidas eletrônicas e sintetizadores. A abertura dá-se com a canção do clipe, 'Ciúme', que revela a destreza de Castro em criar uma crônica urbana e pós-moderna do cotidiano amoroso atual.

A obra segue com 'Preocupado', outra crônica sobre a realidade, que entrega uma perfeita simetria entre o analógico e o digital. Na sequência Castro faz uma ode às mulheres, sem deixar o respeito de lado chamando-as todas de 'Gostosa', com a poesia sagaz e característica de sempre.

Depois, Rafael pede que o público não vá ao show do 'Caetano Veloso', para presenciar um show dele – não duvido muito que logo vai aparecer o próprio Caetano metalinguando esta mesma canção. 'Aquela' é uma versão extraordinária da banda de Brasília, 'Raimundos'.

'Bicho solto' pode ser o ápice do álbum, uma canção dançante que explode num climax grandioso. Seguida por 'Víbora' – aquele blues rasgante cantado pela Tulipa Ruiz em seu álbum mais novo, mas que ganhou uma versão comedida e cadenciada.

Em '#Comofas' se mostra atento também com o mundo digital e cibernético ao criar sua crônica particular ao mundo da internet, do twitter etc e tal. 'Um trem passou por aqui' conta a história da perna decepada de ninguém menos que Roberto Carlos – uma versão do fracasso absoluto da banda 'Joelho de Porco', de autoria de Zé Rodrix e Tico Terpins.

'Motivo' descreve as preliminares de um casal, um dos temas recorrentes do cantor e compositor. O álbum se encerra com outra versão – desta vez da dupla oitentista 'Piu Piu de Marapendi', responsável pela paródia do hit da 'Blitz', 'Você não soube me amar', o famoso 'Melô do Waldemar' – com a canção 'Vou parar de beber'.

O novo disco de Rafael Castro cumpre a proposta a qual ele veio ao sonhar em fazer “música gata festeira” ou “putz putz”, como bem exemplifica o cantor. Não perca!

2015 Um Chopp e um Sunday

1. Ciúme
2. Preocupado
3. Gostosa
4. Caetano Veloso
5. Aquela
6. Bicho solto
7. Víbora
8. #Comofas
9. Um trem passou por aqui
10. Motivo
11. Vou parar de beber



domingo, 8 de março de 2015

O RITUAL SUTIL DE JAIR NAVES

Cantor e compositor cria uma obra sublime e recheada de belas canções, que funcionam como hinos de lotar estádios.  


Jair Naves apresenta o segundo álbum como uma linha evolutiva do primeiro disco e até mesmo do trabalho que feito com a banda 'Ludovic'.

Seguindo a própria vocação de criar hinos a serem entoados em uníssono por grandes multidões, Naves demonstra que o que falta mesmo é conseguir lotar os grandes estádios. Mas esse é um problema que não lhe compete, pois talento é claro que tem.

Com vocais falados e quase não cantados, Naves evoca de Leonard Coehn a Gil Scott-Heron e combina sua fala cantada com a nova música brasileira, nas participações especiais de Bárbara Eugênia nos vocais, Guizado no trompete, Caio e Igor Bologna na percussão, Raphael Evangelista no violoncelo e dos brasilienses Camila Zamith do 'Sexy Fi' e Beto Mejia dos 'Móveis Coloniais de Acaju'.

Nos show ao vivo, Naves é acompanhado por Renato Ribeiro no violão e guitarra, Felipe Faraco no teclado e sintetizador, Rafael Findans no baixo e Thiago Babalu na bateria. Essa mesma galera produziu este álbum em parceria com Naves.

Destaque para 'Resvala', 'B.', 'Prece atendida', 'Deixe/ Force' e 'Um trem descarrilhado'. O disco é curto, mas deve ser ouvido na sequência sugerida pela própria ordem. Uma boa oportunidade para modificar o cenário e construir um ambiente onde o cantor lote estádios para cantar suas canções altamente vibrantes e viciantes. O álbum faz juz ao título, 'Trovões a me Atingir'.

2015 Trovões a me Atingir

1. Resvala
2. 5/4 (Trovões vêm me atingir)
3. Incêndios (O clarão de bombas a explodir)
4. B.
5. Prece atendida
6. Em concreto
7. Deixe/ Force
8. No meu encalço
9. Um trem descarrilhado

domingo, 1 de março de 2015

TRIBUTO AOS 20 ANOS DO PRIMEIRO ÁLBUM DOS RAIMUNDOS

Banda brasiliense é homenageada com diversas releituras atualizadas das novas bandas do novo cenário brasileiro.



Os 'Raimundos' arregimentaram grandes fãs nos anos 90 e fizeram história ao fazer um diálogo com a juventude, misturando a linguagem do repente nordestino com o punk-rock gringo.

Com canções clássicas como 'Puteiro em João Pessoa', na qual Digão, Canisso, Fred e Rodolfo cantavam sobre a perda da virgindade sem o menor pudor, aqui regravada por Diogo Soares dos 'Los Porongas'.

'Palhas do coqueiro' ganhou versão dos, também brasilienses, 'Móveis Coloniais de Acaju', onde o rock-pesado-rural deu lugar para o ska-pop da trupe mobiliária.

A banda stoner rock 'Capim Maluco' gravou a clássica 'Minha cunhada', enquanto o 'Do Amor' de nova vida a 'Carro forte', 'Vanguart' com 'Nega Jurema', 'Nevilton' em 'Marujo' e 'The Baggios' com 'Cintura fina'.

Restam ainda participações de, Juliano Gauche, Daniel Groove, Felipe Cordeiro e Manoel Cordeiro. O álbum encerra com duas versões de 'Selim', que nos remete ao riff inicial da sanfona de 'Acauã' de Luiz Gonzaga, mas com uma letra escatológica e anti-feminista, que prova que as canções dos 'Raimundos' envelheceram mal com o tempo e se tornaram inviáveis em um cenário atual.

Mesmo assim é bom relembrar o recorte temporal que elas representam. Abrace sem medo, mas não vá esperar algo além de pura diversão. O disco foi produzido e disponibilizado pela revista digital 'Urbanaque'.

2015 Eu Quero é Rock

1. Puteiro em Joáo Pessoa – Diogo Soares + Kali
2. Palhas do coqueiro – Móveis Coloniais de Acaju + Evandro Vieira
3. Mms – Zimmer + Euthanasia
4. Minha cunhada – Capim Maluco
5. Rapante – Single Parents
6. Carro forte – Do Amor
7. Nega Jurema – Vanguart
8. Deixei de fumar cana caiana – Lemoskine
9. Cajueiro Rio das Pedras – Felipe Cordeiro
10. Bê a bá – Rolbando
11. Bicharada – Floreosso
12. Marujo – Nevilton
13. Cintura fina – The Baggios
14. Selim – Daniel Groove
15. Selim (acustico) – Juliano Gauche



domingo, 22 de fevereiro de 2015

CEM POR CENTO TREZE POR SETENTA

A banda paulistana 'Bixiga 70' lançou novo single em vinil ano passado e segue agora em download gratuito.



O single do 'Bixiga 70', o '100% 13 EP', contém a versão original de '100% 13' e a versão dub da mesma faixa, '100 % dub', com produção e parceria de Strikkly Vikkly.

Uma canção forte e poderosa que passa uma imagem de evolução contínua da banda, passando pelo afrobeat até a fanfarra do leste europeu e pelo jazz etíope, tão em voga atualmente.

A versão dub também é um caso a parte e merece bastante atenção.

2014 100% 13 EP

1. 100% 13
2. 100% dub

domingo, 15 de fevereiro de 2015

PLAY BAIANA SOM SYSTEMA

Em pleno carnaval, a banda de Robertinho Barreto e Russo Passapusso lança o tão aguardado novo single.



Fazia tempo que estávamos aguardando um novo lançamento da banda 'Baiana System' – pra quem não conhece é simplesmente uma das melhores bandas em atividade de todo país.

Robertinho Barreto faz com uma mistura elegante da guitarra baiana com diversos ritmos e faz das canções eternas melodias de carnaval.

Com vocais de Russo Passapusso, a canção 'Playsom' trás o sample do próprio 'Baiana System', mais especificamente da canção 'Terapia', lançada no último single da banda. É inacreditável a capacidade do 'Baiana System' de se reinventar e cria um som único e universal.

2015 PlaySom

1. Playsom

domingo, 8 de fevereiro de 2015

LINDO MAR DE MARACATU DE LORENA NUNES

Lorena Nunes apresenta canções gravada em Fortaleza, para um álbum esquecido dos lançamentos de 2014.  



Lorena Nunes lançou um disco surpreendente com uma banda afiada formada por Claudio Mendes nas guitarras, Igor Ribeiro na bateria, Netinho de Sá no baixo e Thiago Rocha nos sopros, com participações de Beto Villares e Yuri Kalil.

O álbum abre com a suingada 'Alegria amarela', seguida pela jazzistica 'Corpo solto'. 'Procê sambar' chega de mansinho com uma balada lounge, mas revela um groove espetacular. O disco tem de tudo, tem reggae como 'Doido por mim', tem levadas que apresentam certa latinidade caribenha como 'Parangaba João Pessoa' e 'Ai de mim', tem blues em 'Bem ali', 'So close' e 'O céu, o mar, os rios'.

O álbum encerra com 'Águas de mamãe Oxum', celebrando o orixá das águas revoltas dos rios. Lorena Nunes apresenta uma obra vigorosa e cheia de surpresas.

2014 Ouvi Dizer que Lá faz Sol

1. Alegria amarela
2. Corpo solto
3. Procê sambar
4. Parangaba João Pessoa
5. Bem ali
6. Doido por mim
7. So close
8. O céu, o mar, os rios
9. Ai de mim
10. Águas de mamãe Oxum

domingo, 1 de fevereiro de 2015

A EXPECTATIVA DO FUTURO SOB A ÓTICA DO PASSADO

Diogo Strausz é a nova sensação do cenário musical do Rio de Janeiro, tendo produzido grandes álbuns no ano passado.  


Agora é a hora e a vez de Diogo Strausz. Seu álbum 'Spectrum Vol. 1' não podia ter chegado em hora mais oportuna. Elementos eletrônicos vêm surgindo aos poucos na música mundial, bem como também nos representantes da nova música brasileira.

Gente como Castello Branco e Alice Caymmi, que foram produzidos por ele nos excelentes álbuns de 2014, 'Serviço' e 'Rainha dos Raios', respectivamente. Nomes como Mahmundi, Kassin, João Capdeville, Jacob Perlmutter também já colaboraram com ele, entre muitos outros.

Com a nova tendência da estética vintage dos elementos eletrônicos, representada pelos sintetizadores e teclados cheios de efeitos, o novo álbum de Diogo Strausz acerta em cheio na pegada e groove ideais para transformar esse disco num obra artística de grande relevância.

Diogo Strausz é filho do Leno, parceiro da Lilian na época da Jovem Guarda e primeiro a gravar canções do maluco beleza Raul Seixas, em discos produzidos pelo próprio Raulzito – autor de álbuns clássicos como 'Vida e Obra de Johnny McCartney' e 'Meu nome é Gileno', e começou a carreira com a banda 'R.Sigma', mas foi com o trabalho autoral que agora desponta no cenário nacional.

Neste disco, Strausz apresenta dois anos de canções em 12 faixas surpreendentes. O álbum abre com 'Chibom', um cruzamento da surf music de acordes simples com a complexidade dos ritmos latinos como a eletro-cumbia.

Em seguida 'Narcissus', uma mistura grooveada de soul music com os sensacionais riffs de guitarra em referência ao tema de 'Shaft' com orquestra e elementos eletrônicos de dar inveja à dupla francesa 'Daft Punk' – com participação da dupla Keops e Raony da 'Medulla'.

'Não deixe de alimentar' trás as participações de Ledjane Motta e Maria Pia, em outro exemplar que representa a black music com o naipe de metais sobrepondo a firmeza do baixo mantendo toda a levada. 'Righ hand of love' oferece uma brecha para respiração do ouvinte, com participações de Jacob Perlmutter e Brent Arnold.

'FCK' trás Apollo nas pickups e eleva o suíngue com o groove das guitarras características de Nile Rodgers e arranjos estilosos como os de Giorgio Moroder. Já em 'Me ama' a parceria com Kassin apresenta um dos momentos mais contagiantes do álbum, como um verdadeiro carrossel de video-game melódico.

'Ítalo' é quase uma vinheta que apresenta o que vem pela frente a partir de então. Uma faixa instrumental que baixa o tom do álbum, mas não deixa de brincar com os elementos eletrônicos. 'Vovô' une o analógico com o digital, o tradicional com o moderno, rural e urbano, os tambores com os loops etc.

'Assombração' é um samba com a participação surpreendente de Danilo Caymmi, cantando e tocando flauta, num final clássico barroco. 'Se renda' é uma balada no melhor estilo de duetos de vozes como bem fazia o pai de Diogo, o Leno, da antiga dupla com a cantora Lilian.

'Vendetta' apresenta novamente a mistura do surf music com o clima dos faroestes italianos. Seguida pela épica e apoteótica 'Diamante' com a participação fenomenal de Alice Caymmi. Impossível não acreditar estar presenciando o surgimento de um grande artista e de um álbum incrível.

2015 Spectrum Vol. 1

1. Chibom
2. Narcissus
3. Não deixe de alimentar
4. Right hand of love
5. FCK
6. Me ama
7. Ítalo
8. Vovô
9. Assombração
10. Se renda
11. Vendetta
12. Diamante


quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

CAÊ MAIA APRESENTA RESSACA DO MAR

Cantor brasiliense apresenta teaser do novo disco como um dos possíveis grandes lançamentos do ano. 



Caê Maia é filho de Renato Matos, conhecido cantor de reggae de Brasília, irmão de Flora Matos, que participa deste single lançado nesta semana intitulado ´Ressaca do Mar´.

A canção recebeu um dirigido por José Maia e interpretado por Mauro Herminio. A produção musical foi do bateirista Iuri Rio Branco, guitarra e teclado de Samuel Mota (que hoje também toca no Muntchako), baixo de Rafael Cruz (também conhecido como Tico) e pandeiro de Luiz Ungarelli. Mixado por Daniel Felix e masterizado por Michael Fossenkenper.

2015 Ressaca do Mar

1. Ressaca do mar (ft. Flora Matos)

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

QUE SE FOR DE VIDRO QUEBRE E QUE SE FOR DO MUNDO DANCE

Cantora baiana mostra boa composição em compacto inspirado pelo balanço soteropolitano do carnaval.  


Márcia Castro é baiana e lançou em meados de 2014 o álbum 'Das Coisas que Surgem' – que não entrou na lista de melhores do ano simplesmente porque não possui link oficial para download gratuito.

Acontece que o EP de verão, recém-lançado com a canção 'Cavalo' – uma composição da própria cantora em parceria com Luciano Salvador Bahia e a banda formada por Hugo Carranca na bateria, Daniel Lima no baixo, Rovilson Pascoal na guitarra, Michele Abu na percussão e Ricardo Prado nos teclados – segue com a opção download gratuita, pelo menos até que alcance o máximo de 100 downloads permitidos.

Anteriormente, isso há umas duas semanas, Márcia lançou uma regravação do reggae de Edson Gomes, 'Malandrinha', que por ser composição de outrém não facilitou o free-download aos usuários. Após um álbum elegante, em 2014, a cantora apresenta duas canções alegres e suas respectivas versões dub, e faz as pazes com a alegria contagiante soteropolitana.

Aproveitem enquanto há tempo – essas permissões pelo soundcloud não costumam durar para sempre.

2015 Cavalo

1. Cavalo
2. Cavalo dub


domingo, 11 de janeiro de 2015

PSYCHOCHINADISCOBIOAQUATELEMÁTICA

Cantor pernambucano lançou álbum no final do ano, como uma crônica popular e elegante das próprias vivências e experiências.



Saído no final do ano, o novo disco do cantor China começa com um apelo contra a especulação imobiliária – quase um hino ao movimento 'Ocupe Estelita' – na canção 'Arquitetura de vertigem', que abre o petardo.

Com aquele apelo popular jovem guardista, China abusa nas referências como em 'Panorama', Outras coisas' ou 'Cores novas', mas segue inovando com sua estética meio roquenrou-surfmusic Bollywoodyano, como em 'Céu de Brasília', 'QTK63 – Kaiowá', 'Choque pesadelo' e 'Olho de Thundera'.

As influências eletrônicas também permeiam o álbum como em 'Telemática', 'Realinhar', 'Subintenções' e 'Memória celestial', com participação de Jorge Dupeixe. 'Frevo morgado' encerra o disco com sugere o título – um legítimo frevo bossa-nova.

2014 Telemática

1. Arquitetura de vertigem
2. Choque pesadelo
3. Panorama
4. Memória celestial
5. Céu de Brasília
6. Cores novas
7. Outra coisa
8. QTK63 – Kaiowá
9. Telemática
10. Subintenções
11. Realinhar
12. Olho de Thundera
13. Frevo morgado