domingo, 20 de abril de 2014

A MÃO QUE RESGATA DO AFOGAMENTO NO PRÓPRIO CATARRO AUTOFÁGICO

Com carreira consolidada no cenário musical brasileiro, o sexteto brasiliense 'Satanique Samba Trio', apresenta coletânea lançada virtualmente no exterior.   



O 'Satanique Samba Trio' (SS3), liderado por Munha da 7, chegou de vez no exterior através da coletânea do selo 'Far Out Recordings', 'Badtriptych'.

“Os figurões da 'Far Out Recordings' cismaram que queriam lançar um disco do 'SS3' no primeiro semestre de 2014”, comenta Munha da 7. “Não entendi muito bem as motivações deles, mas suspeito que estavam na pilha de começar o ano com o pé esquerdo ou algo assim”, emenda ele.

O sexteto 'SS3' tinha acabado de lançar o elo final da trilogia 'Bad Trip Simulator', '#3', '#1' e '#2', realizada nos anos de 2013, 2011 e 2010, respectivamente – que estão disponíveis por ai na internet. Por esse motivo o pedido do 'Far Out Recordings' pegou Munha da 7 de surpresa e sem material inédito para lançar este ano.

“De comum acordo, resolvemos lançar uma coletânea com os “melhores momentos” dos últimos três discos”, diz Munha da 7. Cabe uma ressalva, que o que ele realmente quis dizer foi piores momentos sem quaisquer aspas. “Nenhum deles tinha sido plenamente distribuído no exterior, então achei que seria um bom negócio”, emenda. Melhor seria um mau negócio? Não é? Ou quem sabe um “bom negócio” entre aspas?

Sacaram o clima né? O lance todo do 'SS3' é desconstrução. Destruição de paradigmas, padrões, pré-conceitos etc e tal. Inclusive o texto pode ir para as cucuias> Fodam-se as convenções não é preciso mais vírgulas pontos parágrafos aspas ou diagramação e o que dira das acentuacoes ordem numerica ou sei la o que mais pois foi por isso mesmo que o munha preparou uma faixa inédita intitulada 'Cliches 04, 21 & 23' que não significa nada – e que essa porra de acento foi gerado pela correcao ortografia do editor de texto inutil que não sabe ler essa merda mas esse travessao fui eu que pus aqui porque eu quis assim – além de 'Cliches 04, 21 & 23' mas o álbum coletanea intitulado 'Badtriptych' tambem possui três faixas ao vivo gravadas no setor comercial sul (SCS) quadra dois bloco c e também no grande colorado (regiao do entorno de brasilia) e que segundo o próprio munha da sete a banda já tem recebido os louros do lancamento desta coletanea com inumeros convites para uma turne no exterior que não deve demorar mas ele nao-gosta de ressaltar que a banda escolheu as musicas para figurar nessa coletanea visando a melhor (ou pior) assimilacao dos gringos e para isso os temas priorizados foram os sambas as bossas e os choros em detrimento a temas mais complicados que fazem referencia desconstrutivistas como aos sotaques do bumba-meu-boi e tudo mais e por isso desejo a todos leitores e ouvintes – e acredito que o munha da sete vai assinar embaixo – uma pessima audicao e nos regozijamos pela odiosa experiencia literaria

2014 Badtriptych (Deluxe Edition)

1. Cliches 04, 21 & 23
2. Vermizelas
3. Ana Lidia ressurection
4. Self-destructing samba-reggae
5. Tagua York city piano concerto
6. Lambada post-mortem
7. Piece for throat clearing and some latino drum
8. Banzo Bonanza
9. We have obitum
10. Herpes soul & samba zoster
11. Deprelicious
12. Forró mata
13. Mangrou
14. Cabra da Peste Negra
15. Sodoma & Gonzaga
16. Pipocalipse
17. Hellcife blues
18. Cabra da Peste Negra (Live at Chez Michou)
19. Herpes soul & samba zoster (Live at SCS Qd. 02, Bloco C)
20. Ana Lidia resurrection (Live at SCS Qd. 02, Bloco C)
21. Banzo Bonanza (Live at Grande Colorado – DF)
22. Diabolyn

ABAIXAR

domingo, 13 de abril de 2014

ZEBRAFROSALSAMBADACUMBIENGUITARRARIMBÓBEAT

Pare tudo que está fazendo e venha conhecer o som da 'Zebrabeat Afro-Amazônia Orquestra' e sentir todo o peso do Pará e da África na sua pleura.


Quando Lagos da Nigéria se encontra com Belém do Pará nasce um jazz-fusion híbrido de afrobeat, salsa, lambada, cumbia, merengue, guitarrada e carimbó.

A banda 'Zebrabeat Afro-Amazônia Orquestra' nasceu da mente e esforço de Junior Gurgel, quando ele experimentou misturar estilos paraenses e latinos com o ritmo nigeriano criado por Fela Kuti e Tony Allen. “Essa idéia surgiu a partir dos ritmos que eu gosto de tocar e ouvir”, ressalta.

Junior Gurgel se uniu com Stefano Manfrin, um italiano formado em jazz que se encantou com o estado e inclusive arranjou os metais do álbum. “Ele veio ao Pará, tomou açaí e ficou”, conlcui Gurgel. Quanto ao resto da banda, não existe formação fixa, com músicos de apoio tanto em Belém, Rio de Janeiro e São Paulo. “Isso é legal porque crio links com outros artistas e músicos”, encerra.

Mas para gravar o disco, Gurgel chamou, além de Manfrin no saxofone e arranjos, Thel Silva no trompete, Maurício Brito no trombone, Príamo Brandão no baixo, Leo Chermont e André Macleuri e Davi Amorim nas guitarras, Dan Bordallo e Rodrigo Camarão nos teclados e JP na percussão, com a bateria do próprio Gurgel – que também gravou algumas guitarras.

O álbum recém-lançado, 'Zebrabeat', se apresenta com 'Lobitos show', referência à primeira banda de Fela Kuti – os 'Koola Lobitos' – enquanto a faixa seguinte lembra a ilha que fica a 50 quilômetros do centro de Belém, 'Mosqueiro'. Seguidas por 'Policial africano' e 'Zebrabeat'.

Um dos pontos altos do disco é a canção de Mestre Laurentino, com participação do próprio, 'Vale de São Fernando', que mistura afrobeat com lambada, cumbia, salsa e merengue. MG Calibre participa de 'Pescador de fragmentos', rimando em cima do groove da banda.

Em 'Lagos', Gurgel relembra a capital da Nigéria e seu povo oprimido. “Ouço essa música e me vem algumas imagens desse lugar”, recorda. 'Vieirando' homenageia o Mestre Vieira, uma das grandes influências da banda, com uma mistura homogênea de guitarrada com afrobeat. “Trabalho sempre com as texturas de som, a partir daí penso em uma imagem ou situação vivida e crio as melodias” diz ele.

Gurgel criou um estilo de vida com essa levada única, que mistura afrobeat com os ritmos latinos e paraenses. O nome 'Zebrabeat' toma forma através do som e não há rótulo mais apropriado para esse novo ritmo. Um dos grandes lançamentos do ano.

Com download livre e gratuito, Gurgel pretende alcançar além da linha do equador. “Para gente é muito importante liberar as nossas musicas para download etc. Assim todo mundo pode ouvir e compartilhar”. Então ouçam e compartilhem!!!

2014 Zebrabeat

1. Lobitos show
2. Mosqueiro
3. Policial africano
4. Zebrabeat
5. Vale de São Fernando (& Mestre Laurentino)
6. Pescador de fragmentos (& MG Calibre)
7. Lagos
8. Vieirando

domingo, 6 de abril de 2014

UMA VIAGEM MITOLÓGICA À ILHA DE HY BRAZIL

O quarto volume da coletânea 'Hy Brazil' tem o intuito de mapear e divulgar a música eletrônica brasileira e foi lançado digitalmente por Chico Dub.



Chico Dub é idealizador e curador do 'Festival Novas Frequências', pois com essa experiência ele separou um apanhado de novos artistas do cenário eletrônico do Brasil.

A coletânea 'Hy Brazil' já tem quatro volumes e é totalmente voltada para a divulgação da música eletrônica. Com três volumes lançados em 2013, o quarto exemplar saiu agora, no final de março. O título da compilação remete à lenda celta que descrevia uma ilha paradisíaca ao sul da Irlanda, cheia de delícias e exuberâncias.

Neste quarto volume, Chico Dub disponibilizou canções inéditas de artistas como 'Rio Shock', Secchin, Cybass e nos volumes anteriores foram com gente com 'Taksi', 'Opala', 'Sobre a Máquina', Tropikillaz, 'CESRV', Sants, Strausz, Jaloo, Omulu, Psilosamples, Leo Justi e muitos outros.

Os quatro volumes de coletâneas servem para confirmar que existe mercado para a verdadeira música contemporânea de vanguarda no país.

2014 Hy Brazil
Vol. 4 – Fresh Electronic Music from Brazil

1. Manara - Man, mytho
2. Carrot Green - Itajam
3. ALDO - Bluffing
4. Rio Shock - Sabaracid
5. Bruno Belluomini - P95G
6. Secchin - SWUTL (parte 1)
7. Ney Faustini - Make a wish
8. Radio Guidance - Flutuante laranja
9. No Step - The borly dossier
10. Missiles at a Wedding - The dig
11. Cybass - Bigger than Betelgeuse
12. Hill Sax - ESC_00
13. Asshake
14. Som Peba - Pagodão porra


2013 Hy Brazil
Vol. 3 – (More) Fresh Electronic Music from Brazil

1. Fudisterik - Calango
2. Paulo Dandrea - Macaco azul
3. MJP - Emx1 error
4. Droid-ON - Auto discord
5. Taksi - Nananananananana
6. oscilloID - Blau
7. Thingamajicks - Priceless
8. akaaka - JHW-122
9. Catacumba - Urubu
10. Epicentro do Bloquinho - 2303
11. grassmass + INKY - Inaccessible
12. Opala - Make it shake
13. Vekr - Razor in the flesh
14. Viní - Santa Teresa


2013 Hy Brazil
Vol. 2 – New Experimental Music from Brazil

1. Sobre a Máquina - Aldeia
2. Gimu - In tatters again
3. Babe, Terror - C’mon breakfest
4. DeCo Nascimento - Queimo
5. Iridescent Life - No ouvidor
6. The Industrialism - Earth ink
7. Camel Heads - Red firefly
8. Barulhista - Giss
9. Satanique Samba Trio - Pipocalipse
10. Keroøàcidu Suäväk - Binga miocórpio
11. DEDO - Indonesia
12. Duplexx - Capilar
13. Chinese Cookie Poets + Zbigniew Karkowski – LURK
14. bemônio - Dilecti laceratione complevit


2013 Hy Brazil
Vol. 1 – Fresh Electronic Music from Brazil

1. Tropkillaz - Let the ba$$
2. Soul One - Morfina
3. CESRV - Walk away
4. Sants - Ollie Bob
5. Pazes - Cendres
6. Jaloo - Pa parará
7. Strausz + Kassin - Me ama
8. OMULU - Fire eagle
9. Psilosamples - Amélias polaminesas
10. DJ Guerrinha - Pra que ter o alvará se você cega eles com luz strobo
11. People I Know - Dedicado ao meu primo Tomás
12. Bruno Real - No concreto, a flor
13. seixlacK - Baoding
14. Leo Justi - O invasor (baile metal)

segunda-feira, 31 de março de 2014

SALVE A FÚRIA E A FORMOSURA DA AMÉRICA DO SUL

Fábio Trummer, do 'Eddie', se une a Diego Reis e Lucas Bori, do 'Vivendo do Ócio', para juntos criarem um dos melhores álbuns de rock brasileiro. 



Há tempos que Fábio Trummer tem a necessidade de dar vazão a sua veia mais roqueira – uma vez que o 'Eddie' sempre experimentou outros estilos, mesmo predominando a mistura de frevo com surf-music.

A ideia era se aproximar do universo punk-rock, que foi a partícula criadora de toda a carreira do próprio Trummer. Para isso, ele chamou dois novos colegas – e fãs do trabalho com o 'Eddie' – Dieguito Reis e Lucas Bori, bateirista e baixista do 'Vivendo do Ócio', respectivamente. Juntos criaram o 'Trummer Super Sub América' – nome inspirado em Eduardo Galeano, que categoriza a América do Sul como uma sub-américa.

O novo álbum, segue essa premissa com letras fortes e impactantes, com arranjos executados no formato de “power trio”. Em 'SAS', Trummer evoca uma ode à América do Sul, chancelando os heróis assassinados, as festas, geografias e até políticas etc. 'Medo da rua' parece oportuna neste momento de manifestações populares e repressões governamentais.

Quase como uma ópera punk-rock, o roteiro do álbum segue com 'Ardendo em chances', ressaltando as consequências relacionadas ao clamor do povo em descontentamento. 'Eu tenho fé' injeta um miligrama de esperança na situação atual – sentimento que não norteava a versão original de Rogerman, líder do 'Bonsucesso Samba Club', gravada em 2010 e 2012 (antes dos movimentos populares).

'Música Canibal' reflete uma autofagia da amada pátria, seguida à analogia entre o frevo e o blues, 'De Olinda ao Mississipi'. Em 'Descompasso' Trummer apresenta um riff poderoso ao serviço da letra pungente sobre a distorção da realidade. 'The end' ameaça a vida com pessimismo de proporções apocalípticas.

'Sindicato natural' critica as formas de associações enquanto 'Só faltou' encerra o petardo de forma otimista. Um dos melhores discos de rock do ano. Pode baixar sem erro. Vida longa ao 'Trummer SSA'.

2014 Trummer Super Sub América

1. SAS (Salve a América do Sul)
2. Medo da rua
3. Ardendo em chances
4. Eu tenho fé
5. Música Canibal
6. De Olinda ao Mississipi (Movimentação)
7. Descompasso
8. The end (o fim)
9. Sindicato natural
10. Só faltou

domingo, 23 de março de 2014

SEQUELADOS EM ALDEBARAN

Entre ossadas e fragmentos, Bonifrate apresenta um universo de “substâncias cósmicas”, “sapos alquímicos”, “anões da vila do magma” em “breve viagens ao país das libélulas”.


O cantor e compositor Bonifrate, também integrante dos 'Supercordas', apresenta um novo álbum com recriações de canções já gravadas por outros artistas, como Digital Ameríndio, banda 'Filme', 'Os Telepatas' e 'Acessórios Essenciais'.

O EP 'Toca do Cosmos' inicia com 'Sequelagem', anteriormente gravada pelo próprio Bonifrate no disco de 2002, 'Sapos Alquímicos na Era Espacial'. A canção é uma balada psicodélica e psicótica, no melhor estilo dos “seres verdes” cheios de musgo, que existem na cabeça de Pedro, o bardo – com participação de Alexandr Zhemchuzhnikov no sax tenor.

Na sequência, a inédita dos 'Acessórios Essenciais', 'Rock da paçoca', cantada em parceria com Thalita Aguiar – que também clicou a foto da capa do EP (e da postagem também). Um lendário rock rural de proporções épicas e final apoteótico.

Segundo o próprio Bonifrate, 'Aldebaran', já fazia parte do repertório ao vivo. A canção, já gravada pela banda 'Filme' de Simplício Neto, tem todos requisitos básicos para integrar o repertório psicodélico rural do cantor. Com inúmeras referências, desde religiosas e cósmicas, do sertão ao espaço, de 'Paebirú' à estrela que nomeou a música.

'The last time' foi gravada anteriormente por Digital Ameríndio, parceiro de Bonifrate no 'Supercordas', junto também com Diogo Valentino, que masterizou este EP. Uma canção popular com predisposição a virar um hino de estádio cheio, para ser entoada em uníssono por toda multidão. O disco todo tem participação de Marcus Thanus nas guitarras.

O EP encerra com 'Dissipado Amor', d'Os Telepatas', numa bela recriação de Bonifrate, que transforma a canção num réquiem ao fim do amor. Como todo lançamento de Bonifrate... Este álbum é uma peça fundamental à sua coleção. Impoerdível!

2014 Toca do Cosmos EP

1. Sequelagem
2. Rock da paçoca
3. Aldebaran
4. The last time
5. Dissipado amor

domingo, 16 de março de 2014

LEVE E LEVANTE, LEO CAVALCANTI

Com novo álbum, Leo Cavalcanti apresenta um interessante levantamento de belas canções com apelo polular.


'Despertador' de Leo Cavalcanti pode ser considerado como um dos melhores lançamentos do ano. O álbum inicia com a faixa título, entregando o tema do redescobrimento ou do verdadeiro despertar.

Um disco que pode bem definir-se através da canção título, que permeia todo o conceito do álbum, 'Despertador'. Gravado num sítio com Leo no violão e voz, Guilherme Held na guitarra, Samuel Fraga na bateria, Marcos Leite Till no baixo e Fabio Pimczowski nos sintetizadores e teclados. Produzido por Cavalcanti e Pimczowski, com uma co-produção de Held.

O disco tem uma levada densa e pegajosa. Um álbum para se apreciar inúmeras vezes sem cansar o ouvinte.

2014 Despertador

1. Despertador
2. Só digo sim
3. Sonho parasita
4. Leve
5. Inversão do mal
6. O momento
7. Get a heart
8. Tudo tem seu lugar
9. Sua decisão (ser feliz e contente)
10. Amoral

domingo, 9 de março de 2014

THEY CALL ME AURORA

Projeto Aurora une dupla de artistas na criação de um universo de canções baseadas no som dos anos 60.


A cantora Bárbara Eugênia se juntou com o guitarrista do 'Hurtmold', Fernando Cappi, que assina os trabalhos solos como Chankas, para produzirem um álbum com canções cantadas em inglês e de sonoridade folk.

A ideia partiu da cantora, logo após lançar seu mais recente disco solo, 'É o que Temos'. Com inspiração nos 'Beatles', ela começou a escrever canções que falavam das relações entre as pessoas, enquanto membros de uma banda, e ponderou sobre as mudanças como indivíduos, que ocorrem com o tempo.

Para dar vida às músicas, ela convidou o Chankas, que já havia arranjado uma das faixas de seu último álbum, de 2013, 'Não tenho medo da chuva e não fico só'. Juntos os dois criaram um compêndio de belas canções.

O álbum 'Aurora' pode ser encontrado gratuitamente na internet e apresenta um emaranhado de referências ao pop-rock e folk dos anos 60. Com letras em inglês, o projeto pode trazer certo desconforto ao ouvinte, mas tudo compensado pelas belas melodias influenciadas por artistas do mesmo período, como Dylan, Barrett, Young e os já citados acima, “os besouros do ritmo”.

Um disco cheio de baladas como 'Say goodbye', 'With love', 'Don`t let it slip away', 'Why so mute?' e 'And love you`ll have', mas também com espaço para a canção pop brasileiro/indiana 'Climb the stairs', e também para o rock psicodélico em 'Ants' e experimental em 'Stand up for yourself'. A faixa título, 'Aurora', encerra o álbum com um clímax apoteótico, legítimo de um hino indie-folk-rock.

Independente da cantora manter um “tumblr” com o nome 'Me llamo Aurora', o título do álbum veio mesmo por causa do termo universal que 'Aurora' representa. Com participações de outros artistas como Regis Damasceno, Thomas Rohrer, Richard Ribeiro, Davi Bernardo, Guizado e Gil Duarte.

A dupla pretende apresentar um projeto de crowdfunding para viabilizar a prensagem de um vinil, antes de iniciar a turnê do álbum - esta campanha de financiamento já está no site catarse. Colaborem!


2014 Aurora

1. Say goodbye
2. With love
3. Don't let it slip away
4. Why so mute?
5. Stand up for yourself
6. Climb the stairs
7. And love you'll have
8. Ants
9. Aurora

domingo, 2 de março de 2014

OKOLOFÉ ÍYÁ JUÇARA MARÇAL ODOYÁ ou QUERO MORRER NA AMÉRICA DO SUL

Cantora paulistana apresenta a voz como instrumento no primeiro disco solo após quase vinte anos de carreira.


A cantora Juçara Marçal começou a carreira com o grupo vocal 'Vésper', com o qual gravou quatro álbuns. Depois integrou 'A Barca', onde gravou mais dois discos, para seguir em parceria com Kiko Dinucci, 'Padê', até formar o trio 'Metá Metá', com a adição do saxofone de Thiago França.

Quase vinte anos depois, Juçara lança o primeiro disco solo, 'Encarnado', que reflete sobre a morte em diversas formas de experiências. Com arranjos enxutos pela rabeca de Thomas Rohrer, o saxofone e o piano de bolso do Thiago França, a guitarra de Kiko Dinucci e Rodrigo Campos, que também toca cavaquinho, e a voz incrível de uma das maiores cantoras da atualidade funcionando como mais um instrumento.

Tudo começa com 'Velho amarelo', canção de Rodrigo Campos, que evoca a morte inevitável com os versos de “quero morrer na América do Sul”. Em 'Damião' de Douglas Germano e Everaldo Silva, Juçara apresenta a sugestão do velho ditado de quem bateu também leva, seguida pela romântica parceria entre Romulo Fróes e Alice Coutinho, 'Queimando a língua' e depois 'Pena mais que perfeita', composta por Gui Amabis e Regis Damasceno. 'Odoyá' é uma saudação à mãe Yemanjá de autoria da própria cantora.

'Ciranda do aborto', composta por Kiko Dinucci, é uma desconcertante e violenta canção sobre o tema do título. Nenhum ouvinte é capaz de passar incólume após escutar os fortes versos da canção, unidos ao arranjo tenso e pungente, que culminam num explícito catarse caótico. 'Canção para ninar Oxum', de autoria de Douglas Germano, propõe uma melodia singela, que contrapõe com a dureza da faixa anterior.

A seguir, Juçara apresenta clássicos de dois grandes nomes da música brasileira, Itamar Assumpção e Tom Zé, em 'E o Quico?' e 'Não tenha ódio no verão', respectivamente. Em 'A velha da capa preta', de Siba Veloso, ela apresenta uma representação popular da morte como ceifador sinistro. 'Presente de casamento' é uma parceria entre Thiago França e Romulo Fróes.

O final dá-se com o duelo da voz de Juçara com o cavaquinho de Rodrigo Campos na canção de Kiko Dinucci, 'João Carranca'. 'Encarnado' é um disco forte e opressor, que vai te levar mais fundo e além da experiência pós-vida. O álbum é um renascimento sustentado pela voz suave e encorpada de Juçara.

2014 Encarnado

1. Velho amarelo
2. Damião
3. Queimando a língua
4. Pena mais que perfeita
5. Odoyá
6. Ciranda do aborto
7. Canção para ninar Oxum
8. E o Quico?
9. Não tenha ódio no verão
10. A velha da capa preta
11. Presente de casamento
12. João Carranca

domingo, 23 de fevereiro de 2014

AS PENAS DO TIÊ-SANGUE DE GUSTAVO GALLO

Cantor paulistano Gustavo Gallo estréia em vôo solo com disco cheio de participações especiais e belas canções.


O álbum solo de Gustavo Galo, integrante da 'Trupe de Chá de Boldo', saiu dividido entre par ou ímpar. As canções ímpares são mais introspectivas enquanto as pares ficaram com arranjos mais arrojados.

O álbum 'Asa' apresenta Galo como um compositor experiente que segue uma linha evolutiva de uma canção a outra. A dualidade também foi representada pelas penas do tiê-sangue, um pássaro que sobrevoava os umbrais do cantor e o inspirava em determinados momentos, e sua própria pele.

Abrindo com leveza em 'Tomara', com participação de Maurício Pereira e Alzira E., e seguida pela alegre 'Cantei cantei', que dispara diversas referências de algumas influências de Galo. 'Só' faz parte do lado ímpar, com participação de Tatá Aeroplano, enquanto a canção seminal de Walter Franco, 'Eu te amei como pude (Feito gente)', representa o lado par.

Se em 'Moda' Galo determina que “não está a venda nem a prestação”, em 'De aeroplano' ele exalta a boa sensação de alegria e tranquilidade “sem pressa, amor, de aterrissar”. 'Um garoto' apresenta uma crônica urbana cotidiana, com participação de Lucinha Turnbull, seguida pela delicadeza sincera de 'Seresta'.

A canção 'Cama' de Tatá Aeroplano, gravada no terceiro álbum do 'Cérebro Eletrônico', ganhou versão acústica e singela. O disco encerra com as participações de Lirinha em 'Nosso amor é uma droga' e Ava Rocha na faixa título, 'Asa'.

O disco foi produzido por Gustavo Ruiz e contou com Pedro Gongom (bateria e percussões), Meno del Picchia (baixo e rhodes), Zé Pi (guitarras), Peri Pane (cello), Tomás Oliveira (piano e rhodes), Luiz Chagas (lap steel), Pedro Mibielli (violino), Flavio Guaraná (pandeirola), Juliana Perdigão (clarinete) e Maico Lopes (trompete).

Um disco imperdível para quem pretende entender a nova produção musical brasileira. 

2014 Asa

1. Tomara
2. Cantei cantei
3. Só
4. Eu te amei como pude (Feito gente)
5. Moda
6. De aeroplano
7. Um garoto
8. Seresta
9. Cama
10. Nosso amor é uma droga
11. Asa

domingo, 16 de fevereiro de 2014

TODO CALOR DE ISAAR ou NUNCA MAIS DESAPAREÇA

Cantora pernambucana lança novo disco repleto de belas canções com suaves melodias e ritmos frevoadores.  


O terceiro álbum solo da cantora Isaar, 'Todo Calor', apresenta 11 canções de arranjos enxutos e singelos, executados por uma banda formada por Deco do Trombone, Gabriel Melo (guitarra), Rama Om (baixo) e Do Jarro (bateria).

A abertura do álbum é com 'Nunca mais desapareça', composta pela própria Isaar em parceira com Lito Viana, uma canção pop e recheada de referências da bossa nova à jovem guarda. Em 'Casa vazia', ela revela um balanço latino repleto de sol e mar.

Em 'Estrada de sementes', Isaar mistura reggae com frevo sem a menor parcimônia com a participação do grupo 'Voz Nagô', para em seguida mergulhar em reverências ao som da África, também presentes no “afrevobeat” de 'Coisas por escrito', poema do olindense França em homenagem ao pintor Miró e musicado por Lito Viana. Respire agora...

'Brincadeira' é um interlúdio vocal seguido pelas primeira sílabas da voz suave e melodiosa de Isaar em 'Tudo em volta de mim vira um vão', um frevo-blues e depois o frevo-calipso de 'Festa na roça'. 'Estação ligeira' trás o frevo legítimo com um naipe de trombone, saxofone e trompete (Deco, Parrô Melo e Daniel Ferraz, respectivamente).

'O que será de mim?' vem no formato de frevo-ragtime com Isaar brilhando em contraponto com os sopros, composta pelo poeta Zizo. 'Espero bem devagar' encerra o álbum com uma ode à mãe natureza, numa canção de singela beleza.

Tudo que Isaar faz tem um pé nas tradições populares – principalmente do estado de Pernambuco – mas também tem uma pitada de “mudernidade”. Pode-se dizer que ela faz um frevo-pop, que as vezes também pode ser um frevo-lounge etc e tal.

Mas a verdade é que não há rótulos para definir o som de Isaar. O que ela faz é pura arte contemporânea. Resta a ti, consumir, compreender e compartilhar. Ouça sem parcimônia...

2014 Todo Calor

1. Nunca mais desapareça
2. Casa vazia
3. Estrada de sementes
4. Todo calor
5. Coisas por escrito
6. Brincadeira
7. Tudo em volta de mim vira um vão
8. Festa na roça
9. Estação ligeira
10. O que será de mim?
11. Espero bem devagar

domingo, 9 de fevereiro de 2014

TOMBA RECORDS APRESENTA TOMBA ORQUESTRA

Bruno Marcus, fundador do 'Tomba Records', apresenta orquestra moderna que cria trilhas sonoras para filmes imaginários. 



A 'Tomba Orquestra' nasceu da necessidade de Bruno Marcus em apresentar um trabalho autoral com uma trupe de diversos artistas, que já colaboram no estúdio fundado em Niterói, o 'Tomba Records'.

Uma orquestra pop formada por 30 integrantes, entre eles Alex Ventura, André Brito, André Mansur, Antônio Rodrigues, Bruce Lemos, Daniel Vasquez, Edno Junior, Edu Vilamaior, Fabio Simões, Felipe Escovedo, Flu, Fernando Oliveira, Fred Martucci, Gabriel Delatorre, Gabriel Policarpo, Gilber T, João Raphael Vianna, Leonardo Costa, Lincoln Castro, Lucas Brasi, Luciana Lazulli, Marcelo Salazar, Marco Serragrande, Marcos Braz, Mario Travassos, Maurício Bongo, Pedro Selector, Rodrigo Sestrem, Sérvio Túlio, Tata Ogan e pelo próprio Bruno Marcus.

O álbum apresenta um apanhado de temas intrumentais, que vão desde o jazz em 'Jazz intro' e 'Charles Bossa 7', groove e suingue em 'A fuga', samba sincopado em 'Bossa nova export', reggae lounge em 'Homeopática', surf-music em 'Ska-surfboard brow' e 'Bolada', maracatu-folk em 'Faroeste cabôco', western-spagetti em 'Billy Bob's' e 'Prenúncio de guerra' e 'Bangue bangue à brasileira' e 'Fado italiano' e alguns samba-canções com distorções em 'Bambú', 'Intro 2' e 'Recordações'.

O disco 'Tomba Orquestra' apresenta uma variedade de referências que vão desde às trilhas compostas por Ennio Morricone e Bernard Hermman e aos filmes de David Lynch e Quentin Tarantino. Uma obra produzida por Bruno Marcus e Gilber T.

2014 Tomba Orquestra

1. Jazz intro
2. Charles Bossa 7
3. Homeopática
4. Intro 2
5. Bambú
6. Bossa nova export
7. Recordações
8. Billy Bob's
9. Prenúncio de guerra
10. Fado italiano
11. Bangue bangue à brasileira
12. Faroeste cabôco
13. Ska-surfboard-brow
14. A fuga
15. Bolada

domingo, 2 de fevereiro de 2014

A GRAVEOLA SOPRA NA ORELHA O SOM DA VIOLA

Os mineiros do 'Graveola e o Lixo Polifônico', apresentam quarto disco cheio de referências aos clássicos da música brasileira.


A banda 'Graveola' se tornou um coletivo, comunidade, organização, sei lá... Eles seguem com a mesma pegada de belas canções, recheadas de reverências ao cancioneiro popular brasileiro.

O álbum 'Vozes Invisíveis ou 2 e 1/2' inicia com uma colaboração com Zé do Poço como cantor e regente, um convite ao 'Ouvinte' a escutar, baixar e compartilhar gratuitamente o CD. 'Vozes invisíveis' é uma bela canção de lotar estádios e ser entoada em uníssono por toda platéia.

'Envelhecer' faz clara referência a 'Preciso aprender a ser só', tanto na letra simples e na melodia sincopada. 'Cafeína' e 'Chuva se começo a pensar' são resultados da parceria entre Luiz Gabriel Lopes e José Luis Braga, dois mestres da aliteração e da arte de espalhar pitadas de referências à música brasileira.

'A mão e a roseira' e 'Até breve' são baladas poéticas e psicodélicas com arranjos singelos, enquanto 'Canina intuição' e 'Escadaria' revelam forte influência do 'Clube da Esquina'. 'Cleide' é um chorinho moderno, seguido por 'Maquinário', um samba com tabla.

'A lenda do Homem Pássaro' foi composta por J.P. Simões e 'Da janela' por Luiza Brina. Um disco especial, que também pode ser considerado como um recorte temporal, um registro sonoro, uma série de impressões variadas da comunidade em movimento, chamada 'Graveola'.

2014 Vozes Invisíveis ou 2 e 1/2

1. Ouvinte
2. Vozes invisíveis
3. Envelhecer
4. Cafeína
5. A mão e a roseira
6. Canina intuição
7. Escadaria
8. Até breve
9. Cleide
10. Maquinário
11. A lenda do Homem Pássaro
12. Da janela
13. Chuva se começo a pensar

domingo, 26 de janeiro de 2014

A SONORIDADE UNIVERSAL DA ALÁFIA

A banda 'Aláfia' mistura elementos tradicionais do batuque de matriz africana com o samba enredo e o baile black.


'Aláfia' tem vários significados em yorubá e outros dialetos da umbanda, mas também serve para nomear a banda de inúmeros integrantes, que fazem um som que vai desde os bailes blacks aos ensaios de escolas de samba e terreiros de candomblé.

Formada em São Paulo por Jairo Pereira (voz), Eduardo Brechó (voz e guitarra), Xênia França (voz), Lucas Cirillo (gaita), Filipe Gomes (bateria), Alysson Bruno (percussão), Gabriel Catanzaro (baixo), Pipo Pegoraro (guitarra), Gil Duarte (trombone) e Fernando TRZ (teclados), a 'Aláfia' lançou o primeiro álbum em 2013, auto-intitulado.

Com participações especiais de Luciana Oliveira, Rafa Barreto, 'Quarteto Alma Negras', Raphão Allafin, Lurdez da Luz, Akins Kintê e Lews Barbosa, o grupo 'Aláfia' apresenta um samba-funk-de-terreiro.

A banda 'Aláfia' apresenta uma boa mistura de batuque com hip-hop, do samba com o pop, do analógico ao digital, dos anos 80 aos anos 2.000.

2013 Aláfia

1. Mulher da Costa
2. Ela é favela
3. O homem que virou música
4. Kwalé ki pá (baile black)
5. Mais tarde
6. Em punga
7. O dono da minha cabeça
8. Pura
9. Chicabum
10. Dara Dara (para Caetano)
11. Pera lá 

domingo, 19 de janeiro de 2014

VOCÊ COM CERTEZA JÁ CONHECE O ZÉ VITO

O guitarrista Victor Gottardi lança primeiro disco solo e se transforma em Zé Vito para cantar as belas crônicas urbanas ambientadas no Rio de Janeiro.


José Victor Gottardi é mais conhecido como Victor Gottardi, e os amigos o chamam apenas de Vitinho. Porém, ele está prestes a ficar também conhecido com Zé Vito, como foi que assinou o novo álbum solo, 'Já Carregou'.

Por isso, a partir de agora vou me referir a ele como Zé Vito, porque ele mesmo explica que ao imaginar o nome “Victor Gottardi" na capa de um disco tinha a impressão de um cantor de “churrascaria italiana”. “Zé Vito é mais simples, mais fácil. É um personagem novo que sou eu ao mesmo tempo”, confirma.

Zé Vito aproveitou o hiato com a banda 'Sobrado 112', para tocar outros projetos, como a própria 'Abayomy Afrobeat Orquestra' (na qual também fazem parte todos integrantes da própria 'Sobrado 112'), na banda 'Let's Play That' (que acompanha Jards Macalé) e também acompanhar ao vivo o cantor Alvinho Lancelotti. E lançou agora esse material solo. “Senti necessidade de me expressar individualmente, sem fazer parte da engrenagem de uma banda”.

O álbum foi gravado nas casas dos amigos (Bruno Barbosa e Maurício Calmon), com Zé Vito tocando guitarra, cantando e tocando bateria em três faixas ('Já carregou', 'Atriz' e 'João Benedito'). Maurício Calmon tocou bateria em 'Juízo' e Thomas Harres no restante do disco. Donatinho tocou todos os teclados e Pedro Dantas os baixos, com exceção das canções 'João Benedito' e 'Já carregou', que contaram com o baixo de Bruno Barbosa.

A faixa título também tem vocais adicionais de Eduardo Brechó e solos de guitarras de Pedro Costa e Bruno Giorgi, que também gravou trompete, teclado e vozes em outras canções e co-produziu o álbum junto com Zé Vito e Pedro Costa – que também tocou guitarra em outras faixas. Thiago Queiroz tocou saxofone em 'Chuva'.

Não existe um fio condutor para o álbum, visto que é uma obra de belas canções compostas entre 2011 e 2013. “Sempre tive vontade de fazer um álbum solo”, emenda Vito, que nunca se sentiu preparado para se expressar num trabalho solo. “Você tem que estar muito seguro e certo do que quer”.

Segundo Vito, as canções são um tanto pessoais e sempre têm sempre um lado verídico. “É um disco que reúne coisas que eu fiz anos atrás, e coisas recentes que eu vivia. A musica 'Chuva' eu fiz quando o Túnel Rebouças caiu... Uma vez que teve uma chuva fodida aqui no Rio... A cidade parou...”, conclui.

O próprio Vito avisa que os shows com a banda serão com um quinteto e se depender dos ensaios, tudo vai ficar muito rock and roll. “Eu na guitarra e voz, Donatinho nos teclados, Pedro Costa na guitarra, Maurício Calmon na bateria e Bruno Barbosa no baixo”.

Com canções compostas em parcerias com Eduardo Brechó, Pedro Dantas, Bruno Barbosa e principalmente com Matheus Silva, amigo de longa data de Vito, arquiteto e exímio letrista. O álbum 'Já Carregou' é um apanhado de diversos momentos na vida desse novo grande cantor.

Uma perfeita crônica cotidiana da cidade onde vivem todos os atores desse projeto. Parabéns “Zé Vito e Seus Gottardis”!

2014 Já Carregou

1. Já carregou
2. Segue o fluxo
3. Atriz
4. Lady não
5. Juízo
6. Diplomático
7. Chuva
8. Bill
9. 5 pra 1
10. João Benedito

domingo, 12 de janeiro de 2014

A BOSSA PUNK DA MADAME RROSE SÉLAVY

O cenário musical de Belo Horizonte apresenta surpresa e diversidade em cada esquina, com bandas como 'Madame Rrose Sélavy'.



A banda 'Madame Rrose Sélavy' faz um som experimental sincopado com letras sagazes e canções performáticas. O grupo é formado por Alex Pix na guitarra, Lacerda Jr. nas guitarras e teclados, Rodoxter Woorooboo na bateria, Ana Mo nos vocais e TucA também nos vocais e programações e samplers, criando um som que eles mesmos definem como “electro frevo bossa punk”.

O primeiro disco da banda foi lançado em 2009 sob o título 'Duchamp: C'est la Vie', como um quarteto – as baterias eram programações eletrônicas e samplers – seguido pelo álbum '10' em 2010, e depois por 'Dê nome aos Beuys!' em 2011. Tudo devidamente gravado no velho esquema “faça você mesmo”, numa mesa de quatro canais dentro de um quartinho nos fundos da casa etc e tal.

Em 2012 a banda se dedicou ao projeto 'Jass', uma trilogia gravada de forma emergêncial com participação de vários músicos da cena musical da capital de Minas Gerais. O 'Jass Vol. 1' apresentou colaborações de Andrés Shaffer (do 'Player2') e Luiz Gabriel Lopes (da banda 'Graveola e o Lixo Polifônico), enquanto o 'Vol. 3' mostrou a diversidade atual do cenário Belo Horizontino com gente como Porquinho (das bandas 'UDR', 'Grupo Porco de Grindcore Interpretativo' e 'Fadarobocoptubarão'), Raul Costa (do Retrigger), das bandas 'Ü' e 'Videotroma' e do mesmo Andrés Shaffer.

O ano passado, 2013, serviu para a banda consolidar a nova formação em quinteto, com a entrada do baterista Woorooboo, com o lançamento do 'Bootleg do Inferninho', gravado ao vivo no primeiro show ao vivo com o novo integrante. Esse show já dava mostras do novo caminho que o grupo seguia ao executar as mesmas canções com arranjos mais melódicos e mesmo assim ainda bastante experimentais.

Prova disso é o novo álbum, lançado no primeiro de janeiro de 2014, 'Bossa Punk', com nova roupagem para canções antigas e algumas pérolas inéditas. A opção dos arranjos de violão, vozes e bases eletrônicas serviu para apresentar as canções em estado bruto, da forma como foram concebidas – por isso mesmo a banda incluiu um cd extra com as versões demos das mesmas faixas.

A banda 'Mme Rrose Sélavy' faz uma homenagem ao artista Marcel Duchamp, através da ironia e deboche, que permearam a obra deste pintor, poeta e escultor. Um som que mescla programações e bases eletrônicas com poesia punk e bossa nova, num resultado instigante.

2014 Bossa Punk

1. Monalisa de bigode
2. Amanheceu o dia
3. Só você não vê
4. Moça da novela
5. Ninguém
6. Bem vindo
7. Bomba
8. Despacho (instrumental)
9. Só um beijo
10. Ônibus lotado
11. Atriz na high society
12. Mundo livre
13. Sujou meu nome
14. Vida açucarina
15. Bulimia
16. No banco perto de casa (instrumental)


2013 Bootleg do Inferninho

1. Atriz na high society
2. Ônibus lotado
3. Bulimia
4. Ninguém
5. Canção que ninguém canta
6. Eterno retorno
7. Dia de cão
8. Roda de bicicleta
9. Bomba
10. Merda pela grama
11. Deixe os remédios
12. Inteligência artificial


2012 Jass Vol. 3


1. De azul para cinza (ft. Porquinho)
2. Canção que ninguém canta
3. Punk magro (ft. Videotroma)
4. Sem a câmera escondida (ft. Ü)
5. Clichês (ft. Andrés Schaffer)
6. Apenas mais um morto (ft. Porquinho)
7. Guitarrada Super Máquina
8. Arte berrada (ft. Videotroma)
9. Incertezas (ft. Andrés Schaffer)
10. Olho de bandido (feat. Ü)
11. Saco plástico (ft. Porquinho)
12. Um bolo
13. O grande fingidor (ft. Retrigger)


2012 Jass Vol. 2

1. Eterno retorno
2. Bem vindo
3. Inteligência artificial
4. Cabelo branco
5. Filme antigo
6. Meu obituário
7. Ônibus lotado
8. Mente sem conforto
9. Pior brinquedo
10. Não me diga a verdade
11. Negligente
12. Morte tranquila


2012 Jass Vol. 1

1. No dia que morremos (ft. Luiz Gabriel Lopes)
2. Algo dito (ft. Andrés Schaffer)
3. Diabo teu (ft. Luiz Gabriel Lopes)
4. A caixa (ft. Andrés Schaffer)
5. O céu cegou seu olho (ft. Luiz Gabriel Lopes)
6. Bomba (ft. Andrés Schaffer)
7. Morto (ft. Andrés Schaffer)
8. Vida criminosa (ft. Andrés Schaffer)
9. Estrada (ft. Andrés Schaffer)
10. Perfume (ft. Andrés Schaffer)
11. Anônimo (ft. Andrés Schaffer)
12. Vermelho (ft. Andrés Schaffer)


2011 Dê Nome aos Beuys!

1. Só um beijo
2. Vida açucarina
3. Footing dos mortos
4. Meu coração partido
5. Seja você
6. Grupo de risco
7. Sou faminto
8. Meio perdido
9. Sinal de amor
10. Fim de jogo
11. Quando fumo
12. Lírios secos


2010 10

1. Bulimia
2. Quis ser você
3. Deixe os remédios
4. Gripe suína
5. Festinha
6. Sujou meu nome
7. Anabolizante
8. Amanheceu o dia
9. O que penso
10. Cure 138 bpm


2009 Duchamp: C'est la Vie

1. Na madrugada de abril
2. Moça da novela
3. O mesmo sonho
4. Monalisa de bigode
5. Caixa-valise
6. Meu bem
7. Nu descendo uma escada
8. Só você não vê
9. O gás de iluminação
10. O grande vidro
11. Aos diabos
12. Roda de bicicleta
13. Calça de veludo
14. A noiva despida
15. Oxalá
16. Duchamp c'est la vie