domingo, 20 de julho de 2014

SIGA PELA INFINITA AVENIDA DO HOLGER

Banda 'Holger' apresenta álbum digital com demos, covers e raridades do período entre 2006 e 2013.



A banda 'Holger' nasceu em 2006, com o intuito de misturar indie rock com outros ritmos brasileiros.

Formada por Bernardo Rolla no vocal, percussão, guitarra e baixo, Arthur Britto na bateria, vocal, percussão e guitarra, Marcelo Altenfelder na guitarra e vocal, Pedro Bruno no baixo, vocal, percussão, teclado e guitarra e Marcelo Vogelaar no vocal e guitarra.

Após do EP de estréia, 'The Green Valley', a banda lançou os álbuns, 'Sunga' de 2010 e 'Ilhabela' de 2012 e segue agora para o lançamento digital de 'Lados B (2006-2013)', onde apresenta covers dos 'Paralamas do Sucesso' e do 'Ultraje a Rigor', demos de algumas canções, bem como remixes e versões ao vivo.

O disco tem participações especiais do 'Bonde do Rolê', de André Paste, Karol Conká, João Parahyba (do 'Trio Mocotó'), Miss Bolivia, 'El Remolon' e 'Mumdance'.

2014 Lados B (2006-2013)

1. Pedro (demo 2011)
2. Gonna get you (2011)
3. Recuerda de ti (2008)
4. Me leva pra nadar (2013)
5. Alagados (2011)
6. No brakes (demo 2009)
7. Please don't take the guilt (2011)
8. Brand new t-shirt (primeira gravação 2006)
9. Infinita Tamoios (ao vivo)
10. Mim quer tocar (2012)
11. Wet memories (2008)
12. Tonificando (primeira versão 2011)
13. ABAIA (primeira versão 2011)

domingo, 13 de julho de 2014

O FIM DO MUNDO ESTÁ PRÓSPERO

A banda 'Meia Dúzia de 3 ou 4' criou a trilha sonora oficial para o fim do mundo, mas o mundo não acabou... Então ouça a trilha sonora... 



Depois de falar do álbum mais recente da banda paulistana 'Meia Dúzia de 3 ou 4', fica difícil não falar do projeto anterior. O disco 'O Fim está Próspero', lançado no final de 2012, mas que foi produzido durante quase dois anos.



A banda partiu da premissa da proximidade do apocalipse e juntou-se com grandes nomes da música brasileira como Tom Zé, Arrigo Barnabé, Wandi Doratiotto, Suzana Salles, Mauricio Pereira, André Abujanra, entre outros.



Aproveitando um bom alcance digital, a banda criou diversos vídeos, junto com as respectivas canções, que já contavam com inúmeras participações especiais. Cada canção ainda possuía o respectivo teaser, devidamente publicado nas redes sociais da própria banda.



Definitivamente os 'Meia Dúzia' mantêm a tradição vanguardista de misturar diversos ritmos e formatos para atingir a meta – o álbum que você encontra, abaixo, ao alcance de um clique.



Já que o mundo não acabou... Você pode ao menos ouvir a trilha sonora. Divirta-se.

2012 O Fim está Póspero

1. Classificados (+ Tom Zé)
2. Esquecimento global
3. De novo, Christina! (+ André Abujanra)
4. Problemas de eleição
5. Pesinho na consciência (pézinho no saco da mãe Natureza)
6. Samba do desenredo para o fim dos tempos (+ Danilo Moraes + Wandi Doratiotto)
7. O ser humano é muito bobo (+ Suzana Salles)
8. Na reserva (+ Ligiana)
9. Ne cutuque (+ Arrigo Barnabé)
10. Nibiru geral (+ Ana Gilli + Mauricio Pereira)
11. 365 bons motivos pro mundo acabar (+ Projeto Coisa Fina)

domingo, 6 de julho de 2014

COMO FOI QUE EU NUNCA OUVI ISSO ANTES? ou TEM SAMBA NO MEIO DO VÃO

A banda paulistana 'Meia Dúzia de 3 ou 4' assume a influência da 'Lira Paulistana' e permite que a vanguarda deste movimento continue a emanar frequências sonoras de alto teor melódico.



O 'Meia Dúzia de 3 ou 4' é formado por Thiago Melo tocando violão e cavaquinho, Daniel Carezzato na percussão, Luiza Toller na escaleta e piano, Marcos Mesquita no baixo, Mike Reuben na flauta e sax, Sérgio Wontroba na clarineta e sax e Arnaldo Nardo na bateria – todos cantam em perfeita harmonia.

Juntos eles criam uma atmosfera sensorial que vai desde Itamar, Arrigo, 'Rumo', 'Trapo', 'Mulheres' ao 'Premê', bem como a outras essenciais referências musicais, de 'Novos Baianos' a Amália Rodrigues. Mas em todo esse caos, reina a mais pura harmonia.

Depois de dois discos conceituais, neste universo de vanguarda: o primeiro, 'Tudo se Transforma', foi lançado em 2009 com uma embalagem “ecologística”; e o segundo em 2012 num formato audio e visual que prenunciava o apocalipse em 'O Fim está Próspero' – a banda lança agora o resultado de novas experimentações em 'Tem Muito Disso Que Cê Tá Falando'.

O álbum abre com o prenúncio de uma nova era. Após do fim do mundo, em 'A Ordem dos Músicos' não altera o produto', que antes era apenas uma brincadeira com a máxima matemática, agora vira realidade para a própria entidade de classe.

Em 'À nível do Masp' eles emulam o mestre Itamar através da crítica ácida e áspera da cidade em si, assim como 'Verbo expediente'. Já no samba de breque 'Maquiavel para crianças', eles fazem uma divertida crônica que mistura o 'Príncipe' de Maquiavel com o 'Pequeno Príncipe' de Exupery num boteco carioca – há também existe a referência ao título da canção dos 'Mulheres Negras', 'Lobos para crianças'.

Com os 'Meia Dúzia' tudo se mistura e forma um círculo coeso entre as diversas influências, como o fado em 'Dobre sua língua' ou a armadilha dos alertas do feicibuqui e zapizapi como elemento de poesia concreta na canção 'Meio boa'.

Nem só de samba vivem os 'Meia Dúzia', que como todo bom brasileiro apresenta boa cancha em outros ritmos latinos como em 'Cavucada' e 'Pereirando'.

'Meia Dúzia de 3 ou 4' é uma banda bem brasileira, com a transgressão característica, que coube aos grandes mestres da 'Lira Paulistana'.

2014 Tem Muito Disso Que Cê Tá Falando

1. A Ordem dos Músicos não altera o produto
2. À nível de Masp
3. Verbo expediente
4. Maquiavel para crianças
5. Pereirando
6. Dobre sua língua
7. Duro e de matar
8. Como diz o outro
9. Deus me livre e guarde de você
10. Tchau, Cristina!
11. Meio boa
12. Cavucada
13. Arrastão sonoro
14. Pré-pagode

segunda-feira, 30 de junho de 2014

AMOR QUE FOI DE PLÁSTICO FICOU TODO EM PEDAÇOS

Deboche, ironia e sagacidade são apenas alguns detalhes que sobressaem na performance da 'Madame Rrose Sélavy'.



A banda belohorizontina, 'Madame Rrose Sélavy', apresenta o que é um dos mais fieis registros de uma de suas apresentações – no Teatro Klauss Viana na capital de Minas Geraes.

Este álbum, 'Bootleg ArteSônica', é o segundo ao vivo da banda e também o que mostra o melhor recorte auditivo do “happening” que é o espetáculo desta banda punk moderna. Com uma performance inspirada eles desfilam clássicos autorais e demonstram presença de palco e completa abdução do público.

Neste show, durante a Mostra Arte Sônica de BH, a banda apresentou um show com uma formação inusitada. Com Miguel Javaral no baixo, Rodoxter Woorooboo na bateria, Lacerda JR e Alex Pix nas gitarras e Ana Mo e Tuca nos vocais – mostrando um “delícioso punk flow”.

Destaque para as inéditas 'Pano & osso' e 'Amor de plástico', prometidas para o próximo álbum, 'Eletrofrevo' – sem previsão de lançamento.

Enquanto o novo disco não vem – fique com este registro ao vivo de um espetáculo sem igual.

2014 Bootleg ArteSônica

1. Atriz na high society
2. Ônibus lotado
3. Canção que ninguém canta
4. Merda pela grama
5. Moça da novela
6. Só você que não vê
7. Ninguém
8. Pano & osso
9. Inteligência artificial
10. Deixe os remédios
11. Amor de plástico
12. Bomba
13. Bulimia
14. Monalisa de bigode

domingo, 22 de junho de 2014

BAU NOVO DE GRANDES NOVIDADES

Banda Goiana apresenta um samba contemporâneo cheio de referências modernas numa batucada ancestral. 



A banda 'Baú Novo' é novinha, recém-criada em 2012, mas possui uma ancestralidade encrostada na alma. Tudo isso por causa do estilo musical – o samba. Mas não é um samba qualquer.... Eles remetem ao breque Morengueira, sagacidade Noelística e à todo ziriguidum dos antigos mestres sambistas, com uma pitada de modernidade.

Junto com a nova geração de sambistas modernos, o pessoal do 'Baú Novo' deliciam o ouvinte com uma delicadeza característica do chapadão goiano. Formada por Deny Robert e Kátia Helenice nos vocais, Pedro Jordão no violão, Anderson Vinicius no cavaco, Muryllo Gomes na bateria, Waguinho PG na percussão e Rozinaldo Miranda no sax e flauta.

O EP 'Grito' foi lançado no final de 2013 e chamou atenção logo de cara com os acordes da canção que dá título ao single, e faz uma crítica sagaz à atual situação social. Seguida pela bem humorada 'Goiânia de samba', que brinca com o pré-conceito de que na capital de Goiás só existem sertanejos em dupla ou carreira solo. Com cavaco, surdo e pandeiro eles tocam a boiada.

'Mania de mim' se revela um samba-canção delicado e sutil, seguido pelo samba-metal-pesado de 'Canto liberdade'. O grupo promete um LP completo para o final do ano e desde já deixa a curiosidade aguçada com a possibilidade de uma obra cheia de vigor e originalidade.

Dois mineiros, dois goianos, um brasiliense, um alagoano e outro de Recife, a banda 'Baú Novo' apresenta até em sua formação a diversidade deste país, com um samba moderno e contemporâneo.

2013 Grito EP

1. Grito
2. Goiânia de samba
3. Mania de mim
4. Canto liberdade

domingo, 15 de junho de 2014

AH É O SOM SAMBANZO AO VIVO

Thiago França lança mais um registro evolutivo de seu próprio processo criativo em outro estado e com diferentes parceiros. 



O 'Sambanzo' de Thiago França acontece de forma intuitiva e improvisada – talvez de uma forma bem mais organizada que os eventos com a outra banda do França, o 'MarginalS' e bem menos que mais uma outra banda do França, o 'Metá Metá'.

O primeiro álbum da banda foi 'Etiópia' lançado digitalmente e depois em formato digipack em 2012. Da forma como foi concebido, o disco foi gravado. Como um registro ao vivo realizado com muita urgência.

O que não influenciou o resultado nem a qualidade da obra, gravada com França nos sopros, Kiko Dinucci no violão e guitarra, Marcelo Cabral no baixo, Pimpa na bateria e Samba Sam na percussão.

Como o próprio França alardeia na descrição desse novo produto, o álbum 'AH!', é uma “versão carioca quase paranormal do disco ao vivo, show sem ensaio com a galera tocando junto esse repertório pela primeira vez. Gravado na Audio Rebel no dia 4 de fevereiro de 2014”.

Isto é, gravado ao vivo com o pessoal do Rio de Janeiro tocando o mesmo repertório do álbum gravado em São Paulo. Incluindo duas canções não presentes no álbum de 2012. Uma canção do EP 'A Espetacular Charanga do França', 'Cumbia, cumbia' e outra inédita, 'Ngoloxi'. Com França no saxofone tenor, Gustavo Benjão na guitarra, Pedro Dantas no baixo e Thomas Harres na bateria.

Enfim, o jejum de um artista viciado em lançar discos – sejam digitais ou não. Uma pérola do novo cancioneiro popular brasileiro.

2014 AH!

1. O sino da igrejinha
2. Xangô
3. Tilangueiro
4. Cumbia, cumbia
5. Ngoloxi
6. Capadócia
7. Etiópia
8. Risca-faca

domingo, 8 de junho de 2014

O SOM DAS ALMAS GRANDES

Banda formada no Rio de Janeiro apresenta uma mistureba de influências e referências, que extrapolam as diversas formas de arte. 



A banda 'Mohandas' faz referência a diversos artistas em uma mistura cosmopolita, que reflete a influência de vários ritmos e estilos.

O 'Mohandas' tem voz e percussão de Bel Baroni, Dudu Lacerda e Nana Orlandi, teclados e sintetizadores de Diogo Jobim, baixo e percussão de Pedro Rondon e guitarra, voz e percussão de Micael Amarante.

Em 'Saudade do Pará' eles apresentam o carimbó legítimo daquele estado. Com participação de Rian Batista no baixo – que também produziu o álbum – junto com os barulhinhos e efeitos eletrônicos de Dany Roland.

Seguindo as reverências latinas eles apresentam a 'Cumbia', misturada com o reggae – no melhor estilo Quantic – numa canção instrumental que declama a situação social da América Latina. Com participação de Estevão Benfica Senra no charango.

Na bela 'Fidalgo', eles criam um reggae franco-latino – que emula Mano Chao – com um final climático apoteótico percussivo. Em 'Mohandas' eles aceleram para o ska numa versão dub com percussões de Flávio Santos (alfaia) e Pablo Friedman (djembê) – ele também produziu o disco, junto com Rian Batista.

A banda também apresenta canções mais eletrônicas, que experimentam o “indie-pop” e apresentam letras simples e pegajosas como 'Monkey dance', 'Take a shower' e 'George Clooney' – que ironiza a publicidade protagonizada pelo ator, na qual ele serve um café expresso a uma desconhecida.

'Djeredjere' também tem introdução eletrônica, mas se desvela como uma balada singela e introspectiva. 'Kite' apresenta um dia de verão com bom vento para praticar o esporte conhecido como “kite-surf”, ou surfe de pipa em português.

Em 'Rasul' eles se apropriam da canção 'Milagreiro' de Djavan como música incidental e criam uma peça musical de oito minutos com uma exuberante ode mística e exotérica.

Com o álbum 'ETNOPOP', lançado em 2012, o 'Mohandas' desfila uma série de sonoridades para compor uma obra cheia de referências a diversas formas de arte.

2012 ETNOPOP

1. Saudades do Pará
2. Monkey dance
3. Cumbia
4. Figaldo
5. Djeredkere
6. Kite
7. Rasul (Milagreiro)
8. George Clooney
9. Take a shower
10. Mohandas

domingo, 1 de junho de 2014

NOS RINCÕES DA SAPIÊNCIA

Rincon Sapiência é Danilo Aibert Ambrósio, que nasceu e cresceu na Cohab 1 do bairo de Itaquera da zona leste de São Paulo.



O novo cenário do rep brasileiro está cheio de grande novidades, entre elas Rincon Sapiência é uma das gratas surpresas.

Com rimas rápidas e precisas, Rincon apresenta um mosaico de informações sobre o pensamento de um subúrbio brasileiro. O cenário que ele representa é o mesmo cantado por vários rimadores de todo país.

Digo cantor, porque como todos conterrâneos, Rincon canta sim. Ele apresenta uma rima sincopada, que remete desde o samba de breque ao repente ou embolada. Suas canções falam sobre a situação social do povo pobre brasileiro. Diversas referências fazem um retrato real da rua e do povo.

Depois de cantar com diversos artistas como Kamau, EMICIDA, Buguinha Dub, Thalma de Freitas e com as bandas 'NX Zero' e 'Sorry and Friends', Rincon partiu para o projeto solo, este álbum 'SP Gueto BR'.

O disco tem produção do próprio Rincon, mas também com faixas produzidas por Wzy, Le Dread e Ticopro, scratchs do DJ A.S.M.A., participações de Denna Hill (vocais), Guimas Bass (baixo), Caio Trova (guitarra) e Carlinhos Alves (percussão).

2014 SP Gueto BR

1. Batidão
2. Profissão perigo
3. Transporte público (remistura)
4. Neguin di kebra pt 2
5. É real
6. Coisas de Brasil
7. Rep and roll
8. Festa no gueto
9. Andar com fé
10. Estilo maloca

domingo, 25 de maio de 2014

UMA MARRETADA NA ORELHA ou QUAL DE VOCÊS É O CHARLIE? …E OS OUTROS SÃO OS MARRETAS?

Banda paulistana cria um funk pesado e pegajoso com forte influência dos bailes blacks da década de 70. 



Nos primórdios dos bailes funks – como são atualmente conhecidos – eram os bailes da pesada, também chamados de bailes blacks.

A banda 'Charlie & os Marretas' usou essas influências para criar a pegada forte e precisa, cheia de barulhinhos e grooves pesados. Formada em 2009 por Charles Tixier na bateria, MPC e voz, Gabriel Basile na percussão e voz, André Vac na guitarra e voz, Guilherme Giraldi no baixo e Tomás de Souza nos teclados e voz. Participação especial de Rafael Molina e Vinicius Chagas nos saxofones e Natan Oliveira no trombone e trompete.

O 'Charlie & os Marretas' apresenta o estilo único do funk psicodélico, que fica entre o jazz-fusion e a soul-music – no melhor estilo George Clinton e Bootsy Collins, entre outras referências. Com um disco para atingir em cheio as pistas de dança nos bailes blacks dos dias de hoje.

Com um clipe espirituoso o 'Charlie & os Marretas' se apresentam ao grande público e mostram seu funk brasileiro com tempero latino.

2014 Charlie & os Marretas

1. Intro
2. Demetrius
3. Bote um funk
4. Chegou a hora
5. Baile da pesada
6. O vô te ensina
7. Marretón
8. Black Geeza
9. Quimpassi

domingo, 18 de maio de 2014

SEM QUE EU POSSA CONTROLAR

Clássico caso de filho e sobrinho de músicos que vira ator que depois vira compositor que vira cantor e canta seus sucessos como ninguém. 



Com a veia artística, Ian Ramil apresenta composições fortes e singelas em seu vigoroso álbum de estréia.

Já há tempos, que o ator, compositor e cantor Ian Ramil envereda seu caminho pelas artes. Primeiro cênicas para depois iniciar parceria em algumas composições com os conterrâneos da banda 'Apanhador Só'.

Com o lançamento de 'IAN', o artista enaltece as relações humanas e experiências pessoais em belas canções inspiradoras. O álbum abre com 'Segue o bloco', uma celebração às novas experiências do povo nas ruas – que ocorreram no ano passado. Seguida pela beatlemaniaca 'Seis patinhos', na forma de uma balada intimista.

'Zero e um' é um hino melódico de clímax poderoso, seguido pelo 'Pelicano' a voar pelo arranjo em ragtime. 'Suvenir' mereceu um clipe inspirador – no topo da postagem – todo filmado por Ian em seu celular e editado pela irmã, Isabel Ramil.

“Durante alguns meses eu filmei com meu celular cenas do meu cotidiano, gente que eu amo, lugares que eu ia. As pessoas estranhavam e ficavam perguntando o porquê dessa mania recente, mas eu nunca contei pra ninguém o que tinha em mente (não queria criar expectativas e não podia ter certeza da eficácia dessa ideia que eu intuía). Aí peguei todas as imagens e entreguei na mão da minha irmã pra ela fazer a edição. No fim, acho que a minha intuição apontou o caminho certo. O resultado é o primeiro clipe do meu disco”, declara Ian em seu feicibuqui.

'Nescafé' já havia sido gravada pela banda 'Apanhador Só' e por Filipe Catto, mas nas mãos de Ian se tornou uma ode ao clássico dos Beatles, 'I want you (she`s so heavy)'. 'Entre o cume e o pé' é mais uma peça homenagem às inúmeras influências com o verso clássico de 'Jorge da Capadócia' de Benjor. 'Cabeça de painel' começa como uma paulada na orelha e segue nesse mesmo intuito. 'Over and over' apresenta versos em inglês numa melodia singela e contagiante.

Em 'Transe', Ian transborda como um rio de inspiração em um final apoteótico pontuado por um solo de sax barítono com tuba. 'Imã ralo' trás o máximo do vocal falsete de Ian, enquanto 'Hamburguer' mostra exatamente o contrário – também cantada em inglês. O disco encerra com 'Rota', canção de rara beleza e simplicidade.

2014 IAN

1. Segue o bloco
2. Seis patinhos
3. Zero e um
4. Pelicano
5. Suvenir
6. Nescafé
7. Entre o cume e o pé
8. Cabeça de painel
9. Over and over
10. Transe
11. Imã ralo
12. Hamburguer
13. Rota

domingo, 11 de maio de 2014

MEMÓRIAS DE UM CARAMUJO CHEIO DE GENTE

Banda paulistana mistura diversas influências e estilos para criar um som único e universal, que vai fazer sua cabeça.



'Memórias de um Caramujo' é uma das jovens bandas atuais e pertinentes do cenário musical paulistano, formada por Beatriz Mentone nos vocais, André Vac na guitarra, bandolim e vocais, Gabriel Basile na bateria e percussão, Gabriel Milliet no violão, sopros e vocais, Thomas Huszar no baixo e vocais.

As 'Memórias de um Caramujo' propõem uma catarse coletiva entra banda e ouvinte, onde o espectador compactua com a coletividade do conjunto, que destila todas influências a todo e qualquer momento. Melhor dizendo, tudo aquilo que escutamos todos – ou já escutamos um dia – faz parte do repertório da banda.

Impossível destacar esta ou aquela canção, visto que todas se misturam e se transformam em tempo integral. Por isso você pode começar ouvindo uma balada e terminar com rock pesado, do rock rural à ópera dodecafônica, do sambinha ao psicodélico ou da salsa ao progressivo. Enfim.... Um disco imperdível e memorável cheio de referências e reverências à música brasileira.

Quer uma definição do som das 'Memórias de um Caramujo'? Melhor seria dizer que é o encontro entre o clube da esquina com a vanguarda paulista e com o rock progressivo e psicodélico.

2014 Cheio de Gente

1. Ávida dúvida
2. Caminho de volta
3. Nina
4. Rio
5. Meu corpo é
6. Potosí
7. Tribo dos homens
8. Delírios da chuva
9. Sino
10. Sandança
11. Cosmogonia

domingo, 4 de maio de 2014

VOCÊ QUE É MAL PASSADO E QUE NÃO VÊ

Antonio Carlos Belchior ganha homenagem de novos artistas, que recriam suas canções e mostram que ainda continuam atuais.


O remake do álbum seminal de Belchior, 'Alucinação' de 1976, foi lançado digitalmente com regravações de clássicos do cancioneiro deste grande compositor nordestino. Este tributo ainda contém outras canções, lançadas em outros álbuns do bardo cearense, na forma de um EP digital.

O álbum 'Ainda Somos os Mesmos' segue a mesma ordem do clássico de 76. Começa com 'Apenas um rapaz latino americano' interpretada por Dario Julio & os Franciscanos – também conhecido como Dary Jr. da banda 'Terminal Guadalupe' – e segue com outra estréia solo, desta vez de Manoel Magalhães – da banda 'Harmada' – com a versão rockenrou para 'Velha roupa colorida', com muitas referências roqueiras nos riffs de guitarra.

'Como nossos pais' recebeu bela transformação nas mãos e voz de Phillip Long – coisa difícil de se alcançar após a versão quase definitiva de Elis Regina. 'Sujeito de sorte' também foi levemente modificada e ganhou uma levada mais rockenrou ao invés do groove da versão original pela banda 'Nevilton', que também inseriu riffs interessantes à melodia Belchioriana.

Lucas Vasconcelos – a outra metade do 'Letuce' – apresenta uma interpretação eletrônica para a minimalista 'Como o diabo gosta'. Bruno Souto – das 'Bicicletas de Atalaia – insere experiências em 'Al;ucinação'. 'Lemoskine' é o projeto solo de Rodrigo Lemos – d'A Banda mais Bonita da Cidade' – e mostra vigor em 'Não leve flores'.

A banda 'Fábrica' dá uma versão épica 'A palo seco', seguida pela 'Transmissor' com 'Fotografia 3x4' numa levada rock-indie. Marcelo Perdido – da banda 'Hidrocor' – encerra o disco com 'Antes do fim'.

Como não bastassem as ótimas versões para o álbum 'Alucinação', foi lançado ainda um EP com outros clássicos de outros discos de Belchior. 'Todo sujo de batom' – do primeiro álbum do compositor – recebeu versão pesada da banda 'The Baggios', seguida pela versão folk de Jomar Schrank para 'Comentário a respeito de John'.

Ricardo Gameiro apresenta uma versão voz, violão e programações para 'Medo de avião', enquanto
João Erbetta mostra uma intimista 'Paralelas'. Mana denota delicadeza e fragilidade em 'Coração selvagem'. A versão de 'Na hora do almoço' de Bonifrate entrou como bônus do EP 'Entre o Sonho & o Som'.

Esses artistas recriam as velhas canções e demonstram que a poesia de Belchior não envelheceu e continua relevante e pertinente mesmo nos dias de hoje.

2014 Ainda Somos os Mesmos

1. Dario Julio & os Franciscanos – Apenas um rapaz latino americano
2. Manoel Magalhães – Velha roupa colorida
3. Phillip Long – Como nossos pais
4. Nevilton – Sujeito de sorte
5. Lucas Vasconcelos – Como o diabo gosta
6. Bruno Souto - Alucinação
7. Lemoskine – Não leve flores
8. Fábrica – A palo seco
9. Transmissor – Fotografia 3x4
10. Marcelo Perdido – Antes do fim

2014 Entre o Sonho & o Som EP

1. The Baggios – Todo sujo de batom
2. Jomar Schrank – Comentário a respeito de John
3. Ricardo Gameiro – Medo de avião
4. João Erbetta – Paralelas
5. Mana – Coração selvagem
6. Bonifrate – Na hora do almoço



domingo, 27 de abril de 2014

MASSAGUEIRA DO FINO COLETIVO

O 'Fino Coletivo' apresenta terceiro disco 'Massagueira' fazendo uma ponte entre Rio de Janeiro e Alagoas.  


'Fino Coletivo' já sem Wado e MoMo segue com o terceiro álbum em pleno estado de transformação. A banda tem Alvinho Cabral, Alvinho Lancelotti e Adriano Siri nos vocais, Daniel Medeiros no baixo e Rodrigo Scofield na bateria e inúmeras participações especiais.

Entre elas, Dinho Zampier e Ivo Senra nos teclados, Zero e Domenio Lancelotti nas percussões, Davi Moraes e Pedro Costa nas guitarras, Gilmar Ferreira no trombone, Diogo Gomes no trumpete e Luana e Iuri Carvalho nos vocais.

O álbum 'Massagueira' abre com 'Is very good jam' com a canção 'Nega' de Arnaud Rodrigues como música incidental e segue com a bela 'Iracema' e 'De maré', duas canções da beira da praia, onde dá pra sentir a maresia através das notas musicais.

'Tudo fica lindo' e 'Meu carinho meu calor' representam o sambinha carioca do 'Fino Coletivo', seguidas pelas baladas 'Floreando' e 'Nós'. 'Porvir' apresenta uma bela parceria entre pai e filho, Alvinho e Ivor Lancelotti. 'Como é que a gente se ajeita' e 'Vou que vou' representam dois exemplos de canções típicas da banda.

Todo o disco 'Massagueira' é ensolarado como fosse feito na praia de mesmo nome em Alagoas, mas com um pé no bairro carioca, que intitulou o álbum anterior, 'Copacabana'. Um disco de rara beleza e simplicidade. Imperdível, como toda a discografia da banda. 'Fino Coletivo' é coisa fina.

2014 Massagueira

1. Is very good jam (Nega)
2. Iracema
3. De maré
4. Tudo fica lindo
5. Meu carinho meu calor
6. Floreando
7. Nós
8. Porvir
9. Como é que a
10. Vou que vou

domingo, 20 de abril de 2014

A MÃO QUE RESGATA DO AFOGAMENTO NO PRÓPRIO CATARRO AUTOFÁGICO

Com carreira consolidada no cenário musical brasileiro, o sexteto brasiliense 'Satanique Samba Trio', apresenta coletânea lançada virtualmente no exterior.   



O 'Satanique Samba Trio' (SS3), liderado por Munha da 7, chegou de vez no exterior através da coletânea do selo 'Far Out Recordings', 'Badtriptych'.

“Os figurões da 'Far Out Recordings' cismaram que queriam lançar um disco do 'SS3' no primeiro semestre de 2014”, comenta Munha da 7. “Não entendi muito bem as motivações deles, mas suspeito que estavam na pilha de começar o ano com o pé esquerdo ou algo assim”, emenda ele.

O sexteto 'SS3' tinha acabado de lançar o elo final da trilogia 'Bad Trip Simulator', '#3', '#1' e '#2', realizada nos anos de 2013, 2011 e 2010, respectivamente – que estão disponíveis por ai na internet. Por esse motivo o pedido do 'Far Out Recordings' pegou Munha da 7 de surpresa e sem material inédito para lançar este ano.

“De comum acordo, resolvemos lançar uma coletânea com os “melhores momentos” dos últimos três discos”, diz Munha da 7. Cabe uma ressalva, que o que ele realmente quis dizer foi piores momentos sem quaisquer aspas. “Nenhum deles tinha sido plenamente distribuído no exterior, então achei que seria um bom negócio”, emenda. Melhor seria um mau negócio? Não é? Ou quem sabe um “bom negócio” entre aspas?

Sacaram o clima né? O lance todo do 'SS3' é desconstrução. Destruição de paradigmas, padrões, pré-conceitos etc e tal. Inclusive o texto pode ir para as cucuias> Fodam-se as convenções não é preciso mais vírgulas pontos parágrafos aspas ou diagramação e o que dira das acentuacoes ordem numerica ou sei la o que mais pois foi por isso mesmo que o munha preparou uma faixa inédita intitulada 'Cliches 04, 21 & 23' que não significa nada – e que essa porra de acento foi gerado pela correcao ortografia do editor de texto inutil que não sabe ler essa merda mas esse travessao fui eu que pus aqui porque eu quis assim – além de 'Cliches 04, 21 & 23' mas o álbum coletanea intitulado 'Badtriptych' tambem possui três faixas ao vivo gravadas no setor comercial sul (SCS) quadra dois bloco c e também no grande colorado (regiao do entorno de brasilia) e que segundo o próprio munha da sete a banda já tem recebido os louros do lancamento desta coletanea com inumeros convites para uma turne no exterior que não deve demorar mas ele nao-gosta de ressaltar que a banda escolheu as musicas para figurar nessa coletanea visando a melhor (ou pior) assimilacao dos gringos e para isso os temas priorizados foram os sambas as bossas e os choros em detrimento a temas mais complicados que fazem referencia desconstrutivistas como aos sotaques do bumba-meu-boi e tudo mais e por isso desejo a todos leitores e ouvintes – e acredito que o munha da sete vai assinar embaixo – uma pessima audicao e nos regozijamos pela odiosa experiencia literaria

2014 Badtriptych (Deluxe Edition)

1. Cliches 04, 21 & 23
2. Vermizelas
3. Ana Lidia ressurection
4. Self-destructing samba-reggae
5. Tagua York city piano concerto
6. Lambada post-mortem
7. Piece for throat clearing and some latino drum
8. Banzo Bonanza
9. We have obitum
10. Herpes soul & samba zoster
11. Deprelicious
12. Forró mata
13. Mangrou
14. Cabra da Peste Negra
15. Sodoma & Gonzaga
16. Pipocalipse
17. Hellcife blues
18. Cabra da Peste Negra (Live at Chez Michou)
19. Herpes soul & samba zoster (Live at SCS Qd. 02, Bloco C)
20. Ana Lidia resurrection (Live at SCS Qd. 02, Bloco C)
21. Banzo Bonanza (Live at Grande Colorado – DF)
22. Diabolyn

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domingo, 13 de abril de 2014

ZEBRAFROSALSAMBADACUMBIENGUITARRARIMBÓBEAT

Pare tudo que está fazendo e venha conhecer o som da 'Zebrabeat Afro-Amazônia Orquestra' e sentir todo o peso do Pará e da África na sua pleura.


Quando Lagos da Nigéria se encontra com Belém do Pará nasce um jazz-fusion híbrido de afrobeat, salsa, lambada, cumbia, merengue, guitarrada e carimbó.

A banda 'Zebrabeat Afro-Amazônia Orquestra' nasceu da mente e esforço de Junior Gurgel, quando ele experimentou misturar estilos paraenses e latinos com o ritmo nigeriano criado por Fela Kuti e Tony Allen. “Essa idéia surgiu a partir dos ritmos que eu gosto de tocar e ouvir”, ressalta.

Junior Gurgel se uniu com Stefano Manfrin, um italiano formado em jazz que se encantou com o estado e inclusive arranjou os metais do álbum. “Ele veio ao Pará, tomou açaí e ficou”, conlcui Gurgel. Quanto ao resto da banda, não existe formação fixa, com músicos de apoio tanto em Belém, Rio de Janeiro e São Paulo. “Isso é legal porque crio links com outros artistas e músicos”, encerra.

Mas para gravar o disco, Gurgel chamou, além de Manfrin no saxofone e arranjos, Thel Silva no trompete, Maurício Brito no trombone, Príamo Brandão no baixo, Leo Chermont e André Macleuri e Davi Amorim nas guitarras, Dan Bordallo e Rodrigo Camarão nos teclados e JP na percussão, com a bateria do próprio Gurgel – que também gravou algumas guitarras.

O álbum recém-lançado, 'Zebrabeat', se apresenta com 'Lobitos show', referência à primeira banda de Fela Kuti – os 'Koola Lobitos' – enquanto a faixa seguinte lembra a ilha que fica a 50 quilômetros do centro de Belém, 'Mosqueiro'. Seguidas por 'Policial africano' e 'Zebrabeat'.

Um dos pontos altos do disco é a canção de Mestre Laurentino, com participação do próprio, 'Vale de São Fernando', que mistura afrobeat com lambada, cumbia, salsa e merengue. MG Calibre participa de 'Pescador de fragmentos', rimando em cima do groove da banda.

Em 'Lagos', Gurgel relembra a capital da Nigéria e seu povo oprimido. “Ouço essa música e me vem algumas imagens desse lugar”, recorda. 'Vieirando' homenageia o Mestre Vieira, uma das grandes influências da banda, com uma mistura homogênea de guitarrada com afrobeat. “Trabalho sempre com as texturas de som, a partir daí penso em uma imagem ou situação vivida e crio as melodias” diz ele.

Gurgel criou um estilo de vida com essa levada única, que mistura afrobeat com os ritmos latinos e paraenses. O nome 'Zebrabeat' toma forma através do som e não há rótulo mais apropriado para esse novo ritmo. Um dos grandes lançamentos do ano.

Com download livre e gratuito, Gurgel pretende alcançar além da linha do equador. “Para gente é muito importante liberar as nossas musicas para download etc. Assim todo mundo pode ouvir e compartilhar”. Então ouçam e compartilhem!!!

2014 Zebrabeat

1. Lobitos show
2. Mosqueiro
3. Policial africano
4. Zebrabeat
5. Vale de São Fernando (& Mestre Laurentino)
6. Pescador de fragmentos (& MG Calibre)
7. Lagos
8. Vieirando